Sasha, Sheik e Criptomoeda: além de trava-línguas, um golpe de R$ 1,2 milhão

Leonardo Rubinstein Cavalcanti
30/06/2022 - 17:08
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Entenda em que golpe envolvendo criptomoedas a afilha da apresentadora Xuxa caiu. (Imagem: Unsplash/Pickawood)

A filha da apresentadora Xuxa Meneghel, Sasha Meneghel, e o marido, o cantor gospel João Figueiredo, recentemente caíram em um golpe envolvendo a “Rental Coins”, empresa que teoricamente diz “realizar empréstimos e aluguéis de criptomoedas e rentabilizar a operação aos seus clientes”.

Sasha e João levaram um prejuízo de R$ 1,2 milhão ao investir na empresa de Francisley Valdevino da Silva, de Curitiba, conhecido como “sheik das criptomoedas”.

A promessa feita por Valdevino era de pagar juros de 0,5% a 5% ao mês pelo valor investido. O suposto empresário também garantia a devolução dos ativos do cliente ao final de um ano de contrato.

Sasha e João conheceram Francisley durante um culto de uma igreja evangélica, em São Paulo e, segundo o jornal O Globo, além do casal, outros pastores e fiéis também foram vítimas dele. 

O empresário da “Rental Coins” é suspeito de crime contra o sistema financeiro nacional e está na mira da polícia federal.

Dízimo em criptomoeda

O “sheike das criptomoedas” usava como sua principal tática a sua imagem de cristão ferrenho, visitando cultos e, assim, com portas abertas para o círculo evangélico, como diz O Globo. 

“[Francisley] sempre se mostrou bondoso, prestativo e muito religioso”, disse ao jornal O Globo um ex-amigo do ‘sheik’ que levou um golpe de R$ 600 mil.

Em nota enviado ao O Globo, Francisley Valdevino da Silva informou que as empresas de seu grupo passam por uma reorganização devido à “anormalidades internas verificadas ainda em outubro do ano anterior” e, por isso, não pagaram os rendimentos mensais aos investidores. 

“Os erros cometidos por gestões passadas, que inclusive causaram enorme abalo às estruturas, ocasionaram atrasos nos pagamentos e inadimplementos contratuais. Com isso, foram tomadas medidas urgentes para atenuar os impactos causados aos clientes”, afirmou. 

O responsável pela Rental Coins disse ainda que as empresas apresentaram aos clientes planos de pagamento e que, no momento, 9.445 clientes aceitaram o plano reestrutural e continuam recebendo seus rendimentos de cessão de criptoativos, enquanto outros 4.533 decidiram rescindir seus contratos por meio de acordos extrajudiciais e 702 usufruíram de atendimento jurídico presencial ao longo deste ano.

Francisley também fixou o mês de outubro de 2022 para retomada dos pagamentos pertinentes, “sendo este o prazo hábil para solução de todas as falhas anteriormente encontradas, possibilitando a regular continuação das atividades das empresas”.

O investimento inicial da filha de Xuxa e do marido João foi de R$ 50 mil. Mas o casal assinou mais dois contratos que ultrapassaram o valor de R$ 1 milhão. Em abril, os dois abriram um processo na Justiça de Curitiba contra Francisley por danos morais e materiais.

Outros famosos já caíram no golpe

A filha da Xuxa não é a primeira, muito menos a única, pessoa pública a cair em golpes que utilizam criptomoedas como fachada para chamar atenção de investidores.

Confira a lista:

Ronaldinho Gaúcho

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(Flickr)

Quem já fez parte de propagandas sobre empresas com problemas na justiça, foi o ex-jogador da Seleção Brasileira e do Barcelona.

Gaúcho foi garoto-propaganda de duas companhias suspeitas de fazer parte em esquema de pirâmide com Bitcoin em 2019.

A mais recente é à frente da criptomoeda Atari Token, que desde junho deste ano tem sido divulgada pelo jogador, inclusive em seu perfil oficial nas redes sociais.

Kim Kardashian 

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(Imagem: REUTERS/Mario Anzuoni)

A socialite e empresária usou a fama para divulgar uma nova criptomoeda que, supostamente, fazia parte de um esquema maior para fraudar investidores, alega um processo aberto na Califórnia. 

A criptomoeda em questão era a Ethereum Max (EMAX), um token na rede Ethereum com uma oferta de 2 quatrilhões de unidades. Com a divulgação de Kardashian, o token valorizou 25.000% em apenas um dia, mas logo depois voltou a valores mínimos, deixando vários no prejuízo – algo que pode ser configurado como inflar o preço e largar, ou “pump and dump”.

Floyd Mayweather:

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(Imagem: Twitter/Reprodução)

Além de fazer propaganda para a EMAX, o boxeador foi multado pela Comissão de Valores Mobiliários dos EUA em 2018 por não informar a seus seguidores que estava sendo pago para promover ofertas iniciais de moedas digitais da Centra Tech – um projeto que mais tarde teve seus fundadores condenados à prisão por usar sua ICO de US $ 25 milhões para cometer fraudes.

T.I:

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(Imagem: Twitter/Reprodução)

Em setembro de 2020, o rapper chegou a um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA sobre ofertas fraudulentas de criptomoedas.

O artista vencedor do Grammy concordou em receber US$ 75.000 para promover ICOs de duas empresas, Flik e Coinspark, controladas pelo produtor de cinema Ryan Felton.

Felton disse que a Flik tornaria uma plataforma de streaming e que o CoinSpark construiria uma nova exchange de criptomoedas. Em vez disso, ele supostamente usou o dinheiro de seus investidores para comprar uma Ferrari, uma casa de um milhão de dólares e joias com diamantes.

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Última atualização por Leonardo Rubinstein Cavalcanti - 30/06/2022 - 17:11

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