Saúde

Governo vai investir R$ 500 milhões no SUS para atendimento domiciliar de idosos

23 jun 2026, 12:07 - atualizado em 23 jun 2026, 12:07
Médico com uniforme do SUS trata paciente idosa.
(Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde acaba de lançar o Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa (Padi Brasil). Trata-se de uma estratégia inédita para financiar o atendimento médico direto na casa de pacientes com limitações graves de locomoção.

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A medida visa a descentralizar o atendimento hospitalar e otimizar os custos da atenção primária a pacientes idosos por intermédio do Sistema Único de Saúde (SUS).

O plano prevê um investimento federal de R$ 500 milhões, dividido em duas etapas. A primeira parcela, de R$ 163,2 milhões, será liberada ainda em 2026, enquanto os R$ 329,3 milhões restantes entram no orçamento do próximo ano.

A demanda atende a um público de mais de 3 milhões de idosos acamados que hoje utilizam a rede pública. O objetivo do Ministério da Saúde é cobrir mais da metade desse grupo logo na primeira fase do projeto.

"A meta é ampliar o acesso ao cuidado básico e oferecer mais qualidade de vida, reduzindo a pressão sobre os hospitais", disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

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Distribuição de recursos de saúde e adesão dos municípios

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A procura por parte das prefeituras foi imediata. Até o momento, 2.733 municípios já solicitaram a adesão ao programa. Isso representa a criação ou ampliação de 3.677 equipes multiprofissionais de saúde.

As cidades que aderirem vão receber um incentivo extra de até R$ 10 mil por mês para cada equipe contratada. Dependendo do formato do atendimento, o repasse total do governo federal pode chegar a R$ 57,5 mil mensais por grupo de profissionais.

Os recursos serão usados para custear salários de médicos especialistas, como geriatras e cardiologistas, além de psicólogos e nutricionistas. A estratégia atua em conjunto com outros programas, como o Farmácia Popular e o Agora Tem Especialistas.

O impacto econômico do envelhecimento

O novo programa foca em um dos maiores desafios fiscais do país: o envelhecimento rápido da população. Dados recentes mostram que a expectativa de vida no Brasil atingiu 76,6 anos. Para além disso, 80% da população idosa recorre exclusivamente ao SUS para tratar questões de saúde.

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Para monitorar os gastos e a eficiência dos atendimentos, os médicos vão utilizar ferramentas digitais conectadas ao aplicativo Meu SUS Digital. A expectativa é de que o monitoramento em tempo real ajude a evitar desperdício de insumos e medicamentos.

Além do atendimento médico direto, o projeto inclui cartilhas de orientação para famílias e cuidadores. O foco é prevenir acidentes domésticos, como quedas, que geram altos custos de internação para o Estado.

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Modelo nasceu no Rio de Janeiro

A estrutura do programa nacional foi baseada em um modelo piloto criado nos anos 1990 pela médica Guilhermina Gomes, no Hospital Municipal Paulino Werneck, no Rio de Janeiro.

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A médica percebeu que a falta de acompanhamento após a alta gerava um ciclo de reinternações caras para o hospital.

A solução foi criar o primeiro serviço de assistência médica e fisioterapia domiciliar, modelo que agora o governo tenta replicar em escala nacional por meio do Padi Brasil.

*Sob supervisão de Ricardo Gozzi.

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Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
Juliana Rodrigues é estudante de jornalismo na Unifatecie. Ela atua como estagiária em um núcleo de conteúdo mantido pelo Money Times, em Brasília (DF), em parceria com outros veículos de informação.
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