Renda Fixa

Selic a 14,75%: Quanto rendem R$ 10 mil na renda fixa, após corte dos juros

18 mar 2026, 19:06 - atualizado em 18 mar 2026, 19:06
renda fixa carteira
(Imagem: Getty Images/ Canva Pro)

Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou, nesta quarta-feira (18), seu veredito sobre os juros. Após seis manutenções, os diretores do Banco Central (BC) optaram pelo corte da Selic, a 14,75% ao ano.

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O Comitê ressalta que essa decisão “é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”.

No comunicado, os diretores afirmaram que o ambiente externo se tornou mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio. Segundo o Comitê, o cenário exige cautela por parte dos países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities.

Os juros, ainda em patamares bastante elevados no Brasil, mantêm a renda fixa como uma das classes de ativos mais atrativas no momento, com taxas de rendimento acima de 1% ao mês, apenas para deixar o dinheiro parado.

A pedido do Money Times, Priscilla Cacavallo, gerente da Daycoval Investe, e Talita Esteves, Especialista e Planejadora Financeira da Daycoval Investe, realizaram uma simulação de investimento nos principais tipos de produtos ofertados no mercado com a atual taxa de juros.

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Produto Rentabilidade Investimento Prazo Valor Bruto Valor Líquido
CDB 104% CDI a.a R$ 10.000,00 1 ano R$ 11.523,60 R$ 11.256,97
Tesouro Selic SELIC + 0,0972% a.a R$ 10.000,00 1 ano R$ 11.486,15 R$ 11.226,08
LCA Pós 93% CDI a.a R$ 10.000,00 1 ano R$ 11.362,45 R$ 11.362,45
LCA Pré 12,35% a.a R$ 10.000,00 1 ano R$ 11.235,00 R$ 11.235,00
Poupança 0,6213% a.m R$ 10.000,00 1 ano R$ 10.771,57 R$ 10.771,57

A simulação leva em consideração:

  • Para aplicações com prazo de 12 meses, foi considerada alíquota de Imposto de Renda de 17,5%, conforme a tabela regressiva da renda fixa.
  • A rentabilidade da poupança considera data de aniversário em 1º de março, com rendimento de 0,6213% ao mês, conforme a regra vigente do Banco Central para cenários de Selic acima de 8,5% ao ano.
  • Nos cálculos, foi adotada a composição multiplicativa de taxas efetivas, e não a soma simples das taxas nominais.
  • A conversão das taxas anuais para períodos inferiores a 12 meses foi realizada por meio de capitalização composta proporcional ao prazo, metodologia usual em matemática financeira e em simulações com calculadoras financeiras como a HP12C.

“Com a Selic em níveis elevados, os títulos prefixados continuam oferecendo taxas atrativas em termos históricos. Porém, o ganho nesses papéis depende muito mais do cenário à frente do que da decisão atual”, avalia Cacavallo.

Ela explica que se os juros caírem ao longo do tempo, quem travou uma taxa mais alta tende a se beneficiar; agora,
se os juros permanecerem elevados por mais tempo, o retorno continua interessante, mas sem ganho adicional relevante de marcação a mercado.

Além dos juros: onde investir na renda fixa no atual cenário?

Mais do que calibrar o tamanho do próximo movimento do Copom, o foco do investidor deve estar na direção estrutural da política monetária, avalia Fabiano Zimmermann, head de fundos de renda fixa do ASA.

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A questão central é se o Brasil, de fato, ingressou em um ciclo consistente de queda de juros, capaz de reduzir o ainda elevado nível dos juros reais, hoje próximos de 11%.

Nesse ambiente, choques externos como as tensões no Oriente Médio e seus impactos sobre o petróleo tendem a funcionar mais como ruído do que como uma inflexão de tendência, disse.

Por se tratar de um choque de oferta, com alcance limitado da política monetária, a leitura de Zimmermann é de que o Banco Central deve atravessar esses episódios sem alterar o curso gradual de flexibilização.

Com esse pano de fundo, o profissional explica que títulos indexados à inflação de médio prazo ganham relevância.

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“Em um ambiente de queda gradual dos juros reais, é esperado que as taxas desses papéis também se reduzam ao longo do tempo, abrindo espaço tanto para estratégias de carregamento até o vencimento quanto para ganhos via marcação a mercado”, diz. 

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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