Juros

Selic a 14,75%: Brasil tem 2º maior juro real do mundo, mesmo após corte

19 mar 2026, 17:04 - atualizado em 19 mar 2026, 17:04
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(Imagem: Unsplash/Firmbee.com)

Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de juros reais, após o Comitê de Política Monetária (Copom) reduzir a taxa Selic para 14,75%, com um corte de 0,25 ponto percentual. O juro real no Brasil está em 9,51% ao ano, mostra levantamento da MoneYou e Lev Intelligence.

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O país está abaixo apenas da Turquia (10,38%) e à frente da Rússia (9,41%). Depois, aparecem a Argentina (9,41%), a México (5,39%) e a África do Sul (5,22%).

Caso BC tivesse cortado 0,50 ponto percentual da Selic na reunião de ontem, o País cairia para a quarta posição com um juro real de 8,75%. O cenário ficaria um pouco pior se a autoridade tivesse optado pela manutenção, ficando com um juro real de 9,83%.

Em termos nominais, a taxa Selic de 14,75% fica em quarto colocado entre as 40 maiores taxas de juros do mundo. A média geral é de 5,30%.

Vale destacar que as perspectivas inflacionárias foram majoritariamente revisadas para cima nos países do ranking, criando uma série maior de juros reais negativos, em meio ao cenário adverso e ainda em aberto com o conflito no Oriente Médio, com forte caráter inflacionário.

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Por que o Copom cortou?

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu pelo corte da taxa Selic em 0,25 ponto percentual, flexibilizando pela primeira em quase dois anos. A decisão foi unânime.

“O Copom decidiu reduzir a taxa básica de juros para 14,75% a.a. e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante”, diz o comunicado.

“Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das utuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, acrescentaram os diretores.

No comunicado, o Copom reforçou o ambiente externo tornou-se mais incerto em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio.

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“Tal cenário exige particular cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities“, diz o comunicado.

Os diretores também consideraram os impactos dos conflitos no Oriente Médio “de forma prospectiva”, em particular seus efeitos sobre a cadeia de suprimentos global e os preços de commodities que afetam direta e indiretamente a inflação no Brasil.

Veja o ranking das taxas de juros reais

Ranking País Ex ante
1 Turquia 10,38%
2 Brasil 9,51%
3 Rússia 9,41%
4 Argentina 9,41%
5 México 5,39%
6 África do Sul 5,22%
7 Indonésia 3,31%
8 Hungria 3,02%
9 Colômbia 2,99%
10 Filipinas 2,81%
11 Hong Kong 2,71%
12 Polônia 2,61%
13 Israel 2,39%
14 Chile 2,23%
15 República Tcheca 2,20%
16 Cingapura 2,10%
17 Índia 2,00%
18 Austrália 1,62%
19 Tailândia 1,51%
20 Coreia do Sul 1,35%
21 Malásia 1,28%
22 Reino Unido 1,24%
23 Bélgica 0,97%
24 China 0,79%
25 França 0,74%
26 Suécia 0,74%
27 Estados Unidos 0,58%
28 Grécia 0,44%
29 Itália 0,35%
30 Espanha 0,27%
31 Dinamarca 0,22%
32 Alemanha 0,18%
33 Portugal 0,11%
34 Holanda 0,01%
35 Nova Zelândia -0,03%
36 Áustria -0,07%
37 Taiwan -0,15%
38 Suíça -0,21%
39 Japão -0,97%
40 Canadá -1,54%

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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