Mercados

Selic a 15%: Como o Ibovespa, os juros futuros e o dólar devem reagir ao Copom

28 jan 2026, 20:11 - atualizado em 28 jan 2026, 20:15
ações ibovespa banco do brasil ewz
Na avaliação de analistas, o Ibovespa e dólar devem operar em leve alta, enquanto os juros futuros mais curtos devem ser pressionados (Imagem: Bigc Studio)

Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) em manter a Selic a 15% ao ano já assimilada pelos mercados, os investidores tentam antecipar como o Ibovespa deve se comportar no pregão desta quinta-feira (29).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lá fora, o índice EWZ — fundo que replica o desempenho do índice MSCI Brasil, com as principais ações da bolsa brasileira — saltou mais de 1% logo após a divulgação do comunicado do Copom, mantendo o tom positivo do fechamento. O índice encerrou com alta de 1,16%, a US$ 38,33.

Com essa “prévia” do EWZ, o Ibovespa (IBOV) deve ter um dia de novos recordes, na avaliação de Luciano Costa, economista-chefe da Monte Bravo. “A manutenção dos juros nessa decisão era a grande expectativa, mas um comunicado tão claro sobre o próximo movimento ainda não estava completamente incorporado nos preços”, disse ele durante o Giro Especial do Copom.

Lucas Sigu, sócio-fundador da Ciano Investimentos, afirma que o Ibovespa deve seguir em ritmo de alta e encerrar 2026 no nível de 200 mil pontos.

Hoje (28), o principal índice da bolsa brasileira encerrou o pregão em alta de 1,52%, aos 184.691,05 pontos, em novo recorde nominal histórico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os juros futuros vão cair?

Para Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, as taxas de Depósitos Interfinanceiros (DIs) já anteciparam a decisão do Banco Central, com a queda dos juros na sessão desta quarta-feira e a precificação de um corte de 0,50 ponto percentual da Selic em março.

Hoje, a taxa de DI para janeiro de 2027 fechou a 13,515%, ante 13,576% do fechamento anterior, marcando um recuo pela sexta sessão consecutiva. Para janeiro de 2028, a taxa do DI encerrou a 12,78% ante 12,862% do ajuste anterior e para janeiro de 2029, a 12,785% ante 12,865% da véspera (27).

No acumulado das últimas seis sessões, as taxas para janeiro de 2028 e janeiro de 2035 recuaram 41 e 48 pontos-base, respectivamente.

A equipe da Warren Rena espera que a sinalização ‘explícita’ do Copom, de corte na próxima decisão, deve gerar um “movimento relevante” de queda na parte curta e intermediária da curva de juros – “com o mercado aumentando os cortes implícitos, dada a retirada da incerteza quanto ao início do ciclo de cortes”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o dólar?

Nesta quarta-feira, o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,2066.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, espera a continuidade do ritmo de quedas do dólar ante o real nesta quinta-feira (29).

Já para o economista-chefe da Monte Bravo, Luciano Costa, o dólar já está enfraquecido ante moedas global e em relação ao real, considerando o desempenho recente do DXY – índice que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes. “O DXY caminha para um nível de estabilização no nível de 96 pontos e real, provavelmente, já teve o seu melhor momento, atingindo o patamar de R$ 5,20.”

Decisão do BC

O Copom decidiu manter a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (28), no maior nível da taxa básica de juros desde meados de 2006Essa foi a quinta manutenção consecutiva e em linha com o esperado pelo mercado. A decisão foi unânime. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No comunicado, os diretores mantiveram a avaliação de que o cenário internacional se mantém incerto, com destaque para a política econômica dos Estados Unidos e reiterou que a conjuntura atual exige “cautela” por parte dos países emergentes em um ambiente marcado por tensão geopolítica.

No cenário doméstico, o Banco Central ressaltou que o conjunto dos indicadores de atividade econômica segue apresentando, conforme esperado, trajetória de trajetória de moderação no crescimento da atividade econômica, enquanto o mercado de trabalho ainda mostra sinais de resiliência.

Também considerou que as expectativas de inflação seguem desancoradas.

Dessa vez, porém, o Copom sinalizou um possível corte nos juros em março. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O colegiado destacou que a magnitude e o ritmo de cortes dependerão da “evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar