Eleições 2026

Sem coligação com PP, União Brasil e Republicanos, Flávio Bolsonaro diz ter apoio de ‘quadros políticos nacionais’

04 ago 2026, 13:01
Flávio Bolsonaro
Sem coligações, Flávio Bolsonaro garante ter apoio de quadros políticos nacionais (REUTERS/Adriano Machado)

Após o fracasso das negociações com a federação União Progressista, que reúne União Brasil e Republicanos, e com o Republicanos, o candidato do PL a presidente da República, Flávio Bolsonaro, aposta no apoio de quadros políticos de projeção nacional dessas legendas para sua campanha. Os três partidos optaram pela neutralidade nas eleições 2026 e inviabilizaram a coligação e a indicação de nomes a vice na chapa liderada pelo senador.

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“Os caciques políticos estão com algumas preocupações, mas os principais quadros desses partidos estão comigo nesse projeto político, porque sabem da viabilidade, já me conhecem, sabem da minha capacidade de articulação para que a gente consiga fazer um excepcional mandato”, disse o senador.

“É diferente da dificuldade de que partidos têm para se colocar nessa aliança nacional”, completou Flávio Bolsonaro durante sabatina feita pela G4 Educação e o site O Antagonista, nesta terça (4). Praticamente no mesmo momento, o Republicanos definia, em convenção nacional, que optaria pela neutralidade na disputa presidencial.

Com isso, ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques, filiada ao Republicanos, deixou de ser opção a vice de Flávio Bolsonaro. O mesmo aconteceu com o PP, da senadora Tereza Cristina (MS), também era cotada para a vice, que anunciou sua neutralidade na disputa presidencial na semana passada.

“Daniella Marques é uma pessoa que eu gostaria muito que fosse minha vice, é alguém que é fantástica e reúne diversas qualidades, além da economia. É uma pessoa que certamente vai estar ao meu lado”, disse Flávio. “Assim como ela, o que estou sentido é que os principais quadros técnicos, qualificados, testados e aprovados, de todos os partidos, estarão comigo na campanha”, emendou o senador.

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Entre os nomes, Flávio Bolsonaro citou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o senador Cleitinho Azevedo, de Minas, a senadora Damares Alves, todos do Republicanos, e a própria Tereza Cristina, do PP. “Tereza Cristina, que é um fenômeno na parte do agro, no comércio exterior, é do Progressistas. O partido não veio, mas a Tereza está comigo nessa campanha”.

Escândalos afastaram partidos

Já o candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou, após participar do mesmo evento, que os escândalos envolvendo Flávio Bolsonaro comprometeram a candidatura dele e levaram partidos a recuar das negociações para integrar sua coligação. A declaração foi dada em entrevista coletiva, ao comentar a decisão do Republicanos de permanecer neutro na disputa pelo Palácio do Planalto.

“Não tenho a menor dúvida. Isso é uma radiografia clara do quanto a candidatura dele ficou comprometida”, afirmou Caiado. Segundo ele, as denúncias provocaram “um recuo de todos aqueles que iriam para a sua coligação.”

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Já o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, afirmou que Flávio Bolsonaro encontrará alguém dentro do próprio PL como vice de sua chapa na disputa presidencial. Pereira afirmou que irá ajudar na campanha do senador, mas que a decisão do partido ocorre após 17 diretórios estaduais optarem pela neutralidade, nove votarem a favor de Flávio Bolsonaro e um a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.
Jornalista formado pela PUC-Campinas, com pós-graduação em Agronegócios pela Faap. Com mais de 30 anos de profissão, atuou como repórter e editor na Folha de S.Paulo e na Broadcast/Estadão, entre outros veículos. Atualmente é editor-assistente de Política e Conjuntura no Money Times.

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