Taxa Selic

Sem corte de 0,50 p.p.? Goldman revisa expectativa para Selic na reunião de março

13 mar 2026, 12:52 - atualizado em 13 mar 2026, 12:52
FIIs fundos imobiliários selic imóveis (Imagem: kefkenadasi/ istockphoto)
(Imagem: kefkenadasi/ istockphoto)

O Goldman Sachs revisou sua expectativa para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e passou a prever um corte menor na taxa básica de juros brasileira em março.

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Antes, a instituição trabalhava com a possibilidade de uma redução de 0,50 ponto percentual na Taxa Selic. Agora, a projeção é de um corte mais moderado, de 0,25 ponto percentual, refletindo um cenário externo mais desafiador e pressões inflacionárias adicionais.

A revisão ocorre em meio ao forte avanço dos preços do petróleo após o agravamento do conflito no Oriente Médio, que elevou os riscos para a inflação global. Segundo o banco, o choque nas commodities energéticas tende a contaminar os índices de preços e exigir mais cautela por parte dos bancos centrais.

No caso brasileiro, os economistas do Goldman passaram a projetar inflação de 4,4% em 2026, uma revisão de 0,3 ponto percentual em relação às estimativas anteriores. O movimento reflete, principalmente, o impacto da alta do petróleo sobre combustíveis e custos ao longo da cadeia produtiva.

Flexibilização da Selic

Diante desse quadro, a avaliação é que o Copom deve iniciar o ciclo de flexibilização monetária de forma mais gradual. Ainda assim, o banco mantém a expectativa de que a taxa Selic termine 2026 em 12,5%.

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Apesar do ambiente de inflação mais pressionada, o Goldman Sachs revisou levemente para cima sua projeção de crescimento para a economia brasileira em 2026, de 1,8% para 2,0%. A melhora está associada ao efeito positivo dos termos de troca, já que o Brasil é exportador líquido de petróleo e tende a se beneficiar de preços mais elevados da commodity.

Em resumo, para os economistas do banco, o cenário combina forças opostas: de um lado, o ganho de renda externa proporcionado pelas commodities; de outro, condições financeiras globais mais apertadas e maior incerteza geopolítica, fatores que limitam um crescimento mais forte.

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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