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Sem perspectiva de fim do impasse em guerra EUA-Irã, petróleo sobe mais de 2%

28 abr 2026, 4:36 - atualizado em 28 abr 2026, 4:36
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(Imagem: Pixabay)

Os preços do petróleo sobem mais de 2% nesta terça-feira (28), ampliando os ganhos da sessão anterior, à medida que os esforços para encerrar a guerra entre os EUA e o Irã parecem estagnados, com a crucial via marítima do Estreito de Hormuz ainda em grande parte fechada, mantendo os suprimentos de energia da principal região produtora do Oriente Médio fora do alcance dos compradores globais.

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O presidente dos EUA, Donald Trump, está insatisfeito com a mais recente proposta iraniana destinada a encerrar a guerra, disse uma autoridade norte-americana nesta segunda-feira (27). Fontes iranianas revelaram que a proposta de Teerã evitou abordar seu programa nuclear até que as hostilidades cessem e as disputas de navegação no Golfo sejam resolvidas.

O descontentamento de Trump com a oferta iraniana mantém o conflito em impasse, com o Irã interrompendo os fluxos de transporte pelo Estreito de Hormuz, que normalmente responde por cerca de 20% do consumo global de petróleo e gás, e os EUA mantendo seu bloqueio aos portos iranianos.

Os contratos futuros do petróleo Brent para junho subiam US$ 3,02, ou 2,79%, para US$ 111,30 por barril às 4h33 (horário de Brasília), após alta de 2,8% na sessão anterior, atingindo o maior fechamento desde 7 de abril. O contrato registra alta pelo sétimo dia consecutivo.

O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA para junho avançava US$ 2,30, ou 2,39%, para US$ 98,67 por barril, após subir 2,1% na sessão anterior.

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Uma rodada anterior de negociações entre os EUA e o Irã fracassou na semana passada após o insucesso de conversas presenciais.

“As conversas sobre ‘paz’ ainda parecem amplamente superficiais e carecem de evidências concretas de desescalada. Apesar da retórica, o movimento de embarcações pelo Estreito de Hormuz permanece reduzido, e essa interrupção prolongada é o que mantém elevados os prêmios de risco do petróleo”, disse Priyanka Sachdeva, analista sênior de mercado da Phillip Nova.

“No curto prazo, os mercados de petróleo têm menos a ver com a demanda macroeconômica e mais com o impasse diplomático. Até que a diplomacia se traduza em fluxos reais de barris, e não apenas em declarações, os mercados de petróleo permanecerão voláteis, com viés de alta ao longo de maio”, acrescentou.

O mercado também aguarda dados privados e governamentais dos estoques dos EUA, previstos para o final desta semana.

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Analistas consultados pela Reuters esperam que os estoques de petróleo bruto dos EUA tenham aumentado em 300 mil barris na última semana, com dados oficiais da Administração de Informação de Energia dos EUA programados para divulgação na quarta-feira (29).

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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