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SLC Agrícola (SLCE3) dribla aversão ao risco do Ibovespa e salta mais de 4%; hora de compra as ações?

12 mar 2026, 15:50 - atualizado em 12 mar 2026, 16:00
SLC Agrícola BBA
Foto: SLC Agrícola

Entre as poucas altas no Ibovespa, as ações da SLC Agrícola (SLCE3) sustentam o tom positivo no pregão desta quinta-feira (12), driblando parte da forte aversão a risco doméstica.  

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Por volta de 15h20 (horário de Brasília), SLCE3 registrava ganho de 4,34%, a R$ 17,56, na liderança do Ibovespa (IBOV). Na máxima intradia, as ações chegaram a subir 4,52% (R$ 17,59). Acompanhe o Tempo Real.  



Os investidores reagem aos números do balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25). A companhia teve prejuízo líquido de R$ 71 milhões entre outubro e novembro, 37,9% maior que o prejuízo registrado no mesmo período do ano anterior.   

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 633 milhões nos três últimos meses do ano, alta de 3,6% em base anual, e acima da estimativa média de analistas compilada pela LSEG, de R$ 596 milhões. 

A empresa também reduziu sua dívida líquida em R$ 880 milhões no trimestre, beneficiada pelo recebimento de R$ 914 milhões do acordo com os FIPs geridos pelo BTG Pactual, levando a alavancagem para 2,5x, ante 3,0x no trimestre anterior. 

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O que dizem os analistas?  

Para analistas, a SLC Agrícola apresentou um conjunto de resultados positivos, com destaque para o Ebitda ajustado – que ficou acima do consenso do mercado.  

O Bradesco BBI também chamou a atenção para a receita líquida da companhia, que atingiu R$ 853 milhões, avanço de 15% no comparativo anual e 12% acima das estimativas do banco, refletindo principalmente o aumento dede 32% nos volumes comercializados e preços realizados “mais fortes”. 

“O crescimento foi puxado pelo milho, com alta expressiva de 115% em base anual, enquanto soja teve avanço moderado de 4% e o algodão recuou 2%”, afirmaram Henrique Brustolin e José Ricardo Rosalen, em relatório. “No detalhamento por cultura, as margens unitárias de soja e milho apresentaram recuperação relevante, enquanto o algodão seguiu pressionado por preços mais baixos e custos mais elevados.” 

Já o BTG Pactual considerou que a companhia teve um ano de atividade intensa, com assinatura de novos contratos de arrendamento, compra e venda de terras, encerramento de parcerias antigas e formação de novas.  

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Essas medidas, segundo os analistas Thiago Duarte, Guilherme Guttilla e Bruno Henriques, garantiram contratos capazes de expandir a área plantada em cerca de 100 mil hectares e “abrir caminho para crescimento de 14% na próxima safra”. 

O que fazer com as ações agora?  

Os analistas do BTG Pactual avaliam que a companhia segue combinando crescimento de dois dígitos, alocação contracíclica de capital e atuação em uma das indústrias mais competitivas do Brasil.  

Eles, porém, alertam que o valuation não aparenta ser “especialmente atrativo” sem um movimento mais relevante dos preços das commodities. Apesar disso, o banco tem recomendação de compra para SLCE3, com preço-alvo de R$ 24 –  

O Bradesco BBI, por sua vez, considera que o avanço recente dos custos de insumos adiciona risco às margens à frente. Eles ainda avaliam que o valuation atual já sugere uma precificação “adequada” para o “este ponto do ciclo”. Por isso, o banco tem recomendação neutra para as ações, com preço-alvo de R$ 20 –. 

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Os analistas do banco ainda destacam que cenário global continua apontando para uma oferta excedente de soja e algodão, reduzindo a probabilidade de um movimento consistente de alta nos preços das principais commodities da companhia.  

Já a equipe de commodities agrícola da XP, que tem recomendação neutra para SLCE3, afirma que continua “particularmente preocupada” com a perspectiva de custos agrícolas no Brasil para a safra 26/27, considerando que os custos de fertilizantes permanecem estruturalmente elevados nos últimos dois anos, enquanto o conflito no Oriente Médio reforça ainda mais essa dinâmica “desafiadora”.  

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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