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SLC Agrícola (SLCE3) pode transformar crise no agro em oportunidade, avalia BTG

17 jun 2026, 14:23 - atualizado em 17 jun 2026, 14:24
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(iStock.com/photoschmidt)

O BTG Pactual recomendou a compra de SLC Agrícola (SLCE3) no preço-alvo de R$ 20, indicando um potencial de valorização diante do preço atual de R$ 14.

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Segundo o banco, a SLC continua sendo uma empresa de alta qualidade, capaz de superar dificuldades do setor agrícola associados às tensões geopolíticas e a preocupações climáticas.

Em relatório, os analistas indicaram que a guerra no Irã elevou os preços dos fertilizantes, especialmente enxofre e nitrogênio, o que implica em menor rentabilidade das lavouras e pressão sobre os lucros do agronegócio nos próximos anos.

Segundo o BTG, os custos estão subindo mais rápido do que os preços das commodities. Outro fator de pessimismo para o banco é o risco climático com a expectativa do El Niño.

Novo cálculo da rota para SLC (SLCE3)

Diante desse cenário, o BTG ainda enxerga a SLC Agrícola como “uma empresa forte em momentos difíceis”. A companhia possui uma estrutura financeira mais robusta do que seus pares, além de, historicamente, aproveitar crises para comprar terras ou expandir operações a preços atrativos, de acordo com os analistas.

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O relatório ainda ressaltou o histórico de produtividade da empresa, superior à média do setor, e que a SLC é uma das maiores produtoras de soja, milho e algodão do Brasil em um cenário favorável para os preços das commodities, com ofertas de soja e algodão crescendo menos do que a demanda.

Para o BTG, além do potencial de crescimento da companhia, a reavaliação das terras da empresa em R$ 13,5 bilhões também funciona como uma proteção patrimonial, o que beneficia os acionistas.

Em entrevista ao Money Minds no final de maio, o CEO da SLC Aurélio Pavinato discutiu o atual momento do agronegócio brasileiro e as estratégias da companhia para seguir na liderança produtiva do setor. A entrevista está disponível no canal do YouTube do Money Times.

*Com supervisão de Renan Sousa

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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