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SLC Agrícola (SLCE3): ‘Queremos um ROE no nível dos bons bancos’, diz CEO

28 maio 2026, 18:05 - atualizado em 27 maio 2026, 15:40

O CEO da SLC Agrícola (SLCE3), Aurélio Pavinato, afirmou que a companhia busca entregar um ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) em torno de 20%, em linha com os melhores bancos do Brasil.

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Segundo Pavinato, antes da estratégia atual de ampliar a operação em terras arrendadas — que hoje representam cerca de dois terços da área plantada —, a SLC gerava muito valor principalmente pela valorização de suas terras agrícolas.

Na época em que 100% da operação era conduzida em terras próprias, o ROE operacional da companhia era menor.

“À medida que migramos para um modelo com mais áreas arrendadas, o ROE melhorou bastante. Nos últimos cinco anos, nosso ROE foi de 22%, somando operação e valorização das terras, que responderam por metade desse retorno. Nossa estratégia é gerar um ROE no padrão dos bons bancos”, afirmou Pavinato, durante participação no programa Money Minds, do Money Times (assista a íntegra acima).

A companhia segue focada em ganhos de eficiência, expansão via arrendamento e aumento da rentabilidade operacional, segundo ele.

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“Gerando mais ROE ao longo dos anos, esperamos que isso se traduza, hoje ou amanhã, no valor da companhia e no market cap da SLC”, acrescentou o executivo.

O CEO também destacou o histórico da companhia como boa pagadora de dividendos, com dividend yield médio de 5,2% ao ano nos últimos cinco anos.

Como você viu aqui no Money Times, a SLC não deve realizar pagamentos de dividendos em 2026, algo confirmado por Pavinato durante o bate-papo no Money Minds.

Isso porque, no fim do ano passado, a companhia promoveu um aumento de capital com bonificação de ações aos acionistas para se antecipar às novas regras de tributação. Além disso, a SLC comunicou a distribuição de R$ 400 milhões em dividendos e juros sobre capital próprio (JCP).

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‘O agronegócio brasileiro atingiu uma dimensão que nenhum presidente deixará de lado’

Sobre as eleições presidenciais de 2026, Pavinato afirmou que a definição do próximo presidente da República sempre tem impacto para a companhia, mas ressaltou que isso não reduz o apetite da SLC por investimentos e expansão operacional.

“O agro brasileiro atingiu uma dimensão e uma importância que nenhum presidente deixará de lado. A história dos últimos 30 anos mostra isso. O que nos preocupa é o custo do dinheiro, os juros e o câmbio. A decisão do novo presidente importa para entendermos como nos adaptar ao novo ambiente”, disse.

Na visão do CEO da SLC Agrícola, o Brasil possui um marco legal estruturado e um ambiente favorável à inovação. Ainda assim, ele fez ressalvas sobre o financiamento ao setor agropecuário.

“O governo subsidia pouco o agronegócio brasileiro, algo em torno de 3%. Quando comparamos com os Estados Unidos, esse percentual chega a cerca de 15%. E, desses 3% no Brasil, o suporte vai principalmente para pequenos e médios produtores. O grande produtor praticamente não tem subsídio hoje”, afirmou.

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Pavinato também mencionou a Lei Kandir, aprovada na década de 1990, que isenta as exportações de impostos e, segundo ele, ajudou a sustentar o crescimento do agronegócio brasileiro.

“O ambiente favorável do Brasil foi um dos motivos que levaram a SLC a concentrar sua expansão por aqui, e não em outros países da América Latina ou da África. Temos um agro forte e um marco legal que funciona, trazendo resiliência e evitando grandes mudanças mesmo em períodos de troca de governo”.

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Repórter
Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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Formado em Jornalismo pela Universidade São Judas Tadeu. Atua como repórter no Money Times desde março de 2023. Antes disso, trabalhou por pouco mais de 3 anos no Canal Rural. Em 2024 e 2025, ficou entre os 100 jornalistas + Admirados da Imprensa do Agronegócio.
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