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Small cap da bolsa cai mais de 8% após balanço do 4T25; é hora de comprar ou vender?

12 mar 2026, 15:42 - atualizado em 12 mar 2026, 15:42
small caps ações
Small cap da bolsa cai mais de 8% após balanço do 4T25; é hora de comprar ou vender? (Imagem: iStock/syahrir maulana)

Uma das small caps negociadas na bolsa de valores, a construtora e incorporadora Lavvi Empreendimentos (LAVV3) vê suas ações reagirem negativamente ao balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25), divulgado na noite de ontem (11).

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Por volta das 15h (horário de Brasília) desta quinta-feira (12), os papéis da companhia figuravam entre as maiores quedas do pregão, com recuo de 8,5% na B3, cotados a R$ 15,82. Acompanhe em tempo real.



‘Desempenho mais fraco que o previsto’

Na visão do Bradesco BBI, a Lavvi apresentou resultados mais fracos que o previsto no 4T25, com receita líquida de R$ 530 milhões, queda de 8% na comparação anual.

No acumulado de 2025, cabe ressaltar, a receita da companhia somou cerca de R$ 1,8 bilhão, crescimento de 14% em relação a 2024.

O lucro líquido, por sua vez, totalizou R$ 105 milhões entre outubro e dezembro, redução de 13% quando comparado com o mesmo período do ano anterior.

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A margem bruta da construtora também recuou, de 37,6% para 35,5%, enquanto a alavancagem atingiu 22,1% do patrimônio líquido.

Segundo o banco de investimentos do Bradesco, o resultado foi pressionado, em partes, por despesas comerciais e participações minoritárias acima do esperado.

Desempenho operacional

No campo operacional, os lançamentos da Lavvi somaram R$ 880 milhões em valor geral de vendas (VGV) no quarto trimestre, impulsionados pela estreia da companhia em São Caetano do Sul (SP) e por empreendimentos relevantes nos segmentos de média e alta renda.

As vendas líquidas totalizaram R$ 718 milhões no período, enquanto a velocidade de vendas (VSO) dos últimos 12 meses ficou em 52%.

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Apesar disso, de acordo com o BBI, o destaque do balanço foi o landbank (banco de terrenos), que avançou de forma relevante e alcançou R$ 5,9 bilhões em potencial de VGV após novas aquisições.

“Embora mantenhamos uma visão construtiva para o setor e reconheçamos o reforço do banco de terrenos e a solidez da estratégia de lançamentos, será importante entender se a tendência de margens mais apertadas pode se estender ao longo de 2026, o que, caso confirmado, poderia levar à revisão das estimativas”, afirmou a casa em relatório.

Segundo o banco, atualmente a companhia negocia a múltiplos considerados atrativos, como 7,1 vezes o P/L estimado para 2026, e projeção de crescimento médio anual do lucro de 27% entre 2025 e 2027 — o que sustenta uma avaliação positiva para o médio prazo.

O que diz o BTG

De maneira um pouco menos cautelosa, o BTG Pactual avaliou que a Lavvi apresentou um quarto trimestre sólido, mas sem grandes surpresas, com resultados em linha com as estimativas internas.

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Embora a receita líquida tenha recuado 8% na base anual, o número, de R$ 530 milhões, ficou dentro das projeções do banco — impulsionado pelo forte desempenho dos lançamentos no período.

A queda de 13% no lucro líquido também já era aguardada pela instituição, refletindo uma base de comparação mais difícil.

Ainda assim, a casa destacou que o resultado garantiu um bom retorno sobre o patrimônio (ROE) anualizado, de 28%.

Queima de caixa e distribuição de dividendos

O BTG apontou, porém, que a Lavvi reportou uma queima de caixa de R$ 45 milhões no 4T25, principalmente devido à compra de terrenos.

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Além disso, considerando os R$ 275 milhões em dividendos pagos no período — estratégia que, segundo o banco, buscou antecipar distribuições antes da nova tributação —, a dívida líquida da construtora encerrou 2025 em R$ 398 milhões.

“Embora o cenário macroeconômico siga desafiador, com taxas de juros ainda elevadas, acreditamos que a empresa continuará superando seus pares devido ao seu banco de terrenos premium, voltado para a alta renda, ao mesmo tempo em que cresce no segmento do Minha Casa, Minha Vida por meio da sua marca Novvo”, destacou o BTG.

A casa também possui recomendação de compra para as ações LAVV3, apontando que os papéis são negociados a cerca de 7 vezes o lucro estimado para 2026.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.

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