Smart Fit (SMFT3): O que dizem os analistas sobre o novo CEO e CFO
A rede de academias Smart Fit (SMFT3) anunciou uma ampla reorganização em sua diretoria, em um movimento que, na avaliação do BTG Pactual, reforça a continuidade estratégica e reduz riscos de execução.
Em relatório, o banco destacou que a principal mudança envolve a eleição do fundador, Edgard Gomes Corona, para a presidência do conselho de administração, após a renúncia de Daniel Rizardi Sorrentino, que seguirá apenas como membro do colegiado.
Com isso, Diogo Ferraz de Andrade Corona, filho de Edgard, assumirá o posto de CEO, substituindo o pai na função executiva, enquanto a diretoria financeira passará a ser comandada por José Luís Rizzardo Pereira, no lugar de André Macedo Pezeta. As medidas passam a valer a partir de 2 de março.
Para o BTG, as alterações anunciadas não representam uma mudança de rumo na companhia, mas pelo contrário: reforçam o modelo de sucessão interna e a profundidade da equipe executiva.
Sucessão interna e foco operacional
O banco apontou que a nomeação do “Corona Filho” já era esperada pelo mercado. Com mais de 15 anos de casa, ele vinha atuando como diretor de operações, liderando expansão, marketing e a gestão das marcas do grupo.
Na visão da casa, o executivo reúne forte conhecimento operacional, com experiência direta em economia de unidade, abertura de novas academias e posicionamento — pilares do modelo de negócios da rede.
Do lado financeiro, Rizzardo acumulará o cargo de CFO com as atuais funções em relações com investidores, M&As, planejamento financeiro e tesouraria. Ele está na empresa há seis anos.
O atual CFO, Pezeta, será indicado ao conselho de administração em Assembleia Geral marcada para 24 de abril de 2026, o que, segundo o banco, reforça uma transição organizada e a solidez da governança.
Smart Fit: Expansão na América Latina
O BTG possui recomendação de compra para os papéis da Smart Fit, que é considerada a quarta maior rede de academias do mundo em número de clientes. O preço-alvo é de R$ 30, o que representa potencial de alta de cerca de 38% sobre a cotação atual.
O banco sustenta a visão positiva para a empresa com base em três pilares principais:
- Escala regional considerada incomparável na América Latina;
- Forte geração de retorno, com expansão de margens via alavancagem operacional;
- Atuação em um mercado ainda bastante fragmentado, com espaço para consolidação.
Mesmo reconhecendo riscos no curto prazo, como pressão macroeconômica em algumas regiões, possível canibalização entre unidades e maior concorrência, o BTG projeta um crescimento médio anual de 32% no lucro por ação entre 2025 e 2028.
O que diz a XP
A XP Investimentos, por sua vez, destacou que a transição era, sim, esperada, embora o timing tenha surpreendido. A corretora lembrou que a empresa sempre deixou claro que possuía um plano de sucessão estruturado para os principais executivos.
“Diogo já estava muito próximo da operação em seu papel de COO e traz anos de experiência na companhia, enquanto Rizzardo é um executivo bastante reconhecido, com ampla experiência na área financeira e já liderando a maior parte das frentes sob a agenda do CFO”, afirmou a casa em relatório.
“Não esperamos qualquer disrupção no negócio decorrente do anúncio, dado o sólido histórico dos dois executivos e considerando que o fundador e o André Macedo Pezeta continuarão próximos da operação no conselho”, prosseguiu.
A XP ressaltou que segue construtiva com as perspectivas para a rede de academias. A recomendação também é de compra para SMFT3, com preço-alvo de R$ 32, o que implica potencial de valorização de 46%.