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Smart Fit (SMFT3) salta até 8% após balanço do 4T25; hora de comprar?

11 mar 2026, 12:41 - atualizado em 11 mar 2026, 12:41
Smart Fit
(Imagem: REUTERS/Rahel Patrasso)

As ações da Smart Fit (SMFT3) lideraram os ganhos do Ibovespa (IBOV) nos primeiros minutos do pregão com reação aos números do quarto trimestre de 2025 (4T25).  

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Por volta de 12h15 (horário de Brasília), SMFT3 subia 3,09%, a R$ 19,32. Na máxima intradia, as ações chegaram a subir 6,83%, (a R$ 20,02). Acompanhe o Tempo Real.  



A rede de academias reportou um lucro líquido recorrente de R$ 235 milhões entre outubro e dezembro, um crescimento de 19% sobre o mesmo período do ano anterior.  

A Smart Fit também apurou um resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 620,5 milhões, uma alta de 27%, com ligeira expansão da margem para 31,8% ante 31,6% no mesmo período de 2024. 

A base de clientes em academias expandiu 8%, alcançando 5,2 milhões, e a receita líquida aumentou 26%, a R$1,95 bilhão, em linha com as estimativas. 

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Além disso, a companhia encerrou o trimestre com 2.084 academias em 16 países, um crescimento da rede de 20%. A Smart Fit ainda anunciou a previsão de 330 a 350 academias ao longo deste ano.  

Em termos de alavancagem, a companhia terminou 2025 a 1,19x a dívida líquida/Ebitda contra 1,16x no 4T24.  

Mais um trimestre positivo 

O BTG Pactual avalia que a Smart Fit apresentou mais um conjunto de resultados “sólidos” no 4T25, com destaque para o crescimento da receita e do Ebitda.  

A equipe de analistas, por sua vez, chamou a atenção para as “dores de crescimento” da companhia. A margem bruta do Brasil caiu 110 pontos-ase na comparação anual, impactada pela abertura de 88 unidades no trimestre.  

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Já a margem do México caiu 400 pontos-base na mesma base de comparação, pressionada pela receita média estável por academia própria e custos de mão de obra mais elevados por academia durante o período.  

“As margens ficaram sob pressão devido aos investimentos na Totalpass e às despesas relacionadas com a abertura de novas unidades, impulsionadas pela maior concentração de aberturas de academias durante o período e pelo aumento dos custos associados às unidades atualmente em fase de expansão”, escreveram Luiz Guanais, Yas Cesquim, Luis Mollo e Beatriz Cendon, em relatório.  

TotalPass 

A equipe de analistas do BTG Pactual também destacaram que o TotalPass “assumiu um papel cada vez mais estratégico no negócio principal da empresa, expandindo sua relevância na geração de demanda, na recorrência de usuários e na diversificação das fontes de receita em todo o ecossistema”.  

Em 2025, as visitas dos membros do TotalPass representaram cerca de 15% do total de usuários nas academias próprias da Smart Fit no Brasil. No ano anterior, o percentual era de 13%.  

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Além disso, o TotalPass representou 12% das receitas da companhia, um crescimento de 4% em relação a 2024.  

Hora de comprar SMFT3?  

O banco reiterou a recomendação de compra das ações SMFT3 com preço-alvo de R$ 30 no final de 2026 – o que representa um potencial de valorização de 60,1% sobre o preço de fechamento anterior. Ontem (10), os papéis encerraram o dia cotados a R$ 18,74.  

Os analistas consideram que, embora os números tenham sido afetados pela crescente penetração do TotalPass e pela maior concentração de inaugurações no final de 2025, a Smart Fit continua sendo uma das teses mais “consensuais” entre os investidores locais.  

“Embora acreditemos que as preocupações com o efeito do Totalpass nas margens persistirão nos próximos trimestres, a Smart Fit continua se destacando como uma das principais histórias de carrego no setor de varejo da América Latina”.  

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O otimismo com SMFT3 é sustentado por escala “incomparável” em toda a região, números de alto retorno com marehs em melhoria por meio da alavancagem operacional e exposição a um mercado fragmentado com espaço para consolidação.  

As condições macroeconômicas, como os juros mais altos, e a intensificação da concorrência são considerados os riscos de curto prazo para a companhia.  

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.

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