Soja fecha em alta em Chicago com perspectivas de demanda
Os contratos futuros da soja negociados em Chicago subiram pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira (19), oscilando perto da máxima de três meses da sessão anterior, com as projeções de compra da China e um forte esmagamento nos EUA fornecendo suporte, enquanto as previsões de plantio limitaram os preços.
O trigo também subiu com a cobertura de posições vendidas, enquanto o milho caiu com negociações técnicas.
O contrato de soja mais ativo fechou em alta de 7,50 centavos, a US$11,41 por bushel, após atingir seu maior valor desde meados de novembro na quarta-feira.
“A história da China está como pano de fundo, mas, à medida que saímos do Ano Novo Lunar, o mercado estará atento para saber se os chineses estão interessados na soja dos EUA ou não”, disse Jason Ward, diretor da Northstar Commodity.
No início deste mês, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a China estava considerando fazer uma compra adicional de 8 milhões de toneladas métricas.
Em janeiro, a moagem de soja dos EUA atingiu um recorde para o primeiro mês do ano, enquanto os estoques de óleo de soja atingiram o maior nível desde abril de 2023, de acordo com dados mensais da Associação Nacional de Processadores de Oleaginosas divulgados na terça-feira.
Nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA projetou o plantio de soja para 2026 em 85,0 milhões de acres, acima dos 81,2 milhões do ano passado — o menor nível em seis anos — e ligeiramente acima da estimativa média dos analistas de 84,9 milhões.
O trigo fechou em alta de 12,50 centavos, a US$5,595 o bushel, e o milho fechou em baixa de 1,25 centavos, a US$4,2575 o bushel.
Os agricultores norte-americanos, prejudicados pela queda nos preços após a enorme safra de milho do ano passado, devem reduzir o plantio em 2026, enquanto se preparam para o quarto ano consecutivo de margens de lucro estreitas ou até mesmo prejuízos.