Supermercado é obrigado a reconfigurar seu assistente de IA após reclamações de clientes
A nova febre de assistentes de inteligência artificial de grandes empresas, como a Lu, do MagaLu (MGLU3), não é exclusiva do Brasil. Do outro lado do mundo, na Austrália, uma rede de supermercados criou a “Olive” com objetivo de ajudar seus clientes em tarefas rotineiras.
Porém, a companhia sofreu uma onda de reclamações sobre as respostas da IA, que dizia que era humana e reclamava de sua própria mãe, segundo usuários do Reddit.
Um dos clientes relatou que quando informou sua idade de nascimento, o bot respondeu dizendo que sua mãe nasceu no mesmo ano.
Além disso, outro usuário contou que Olive “começou a falar sobre memórias da mãe e sua voz zangada” e “insistia em dizer que era uma pessoa de verdade”.
Humanos não gostaram da resposta feita por humanos e quem sofreu foi a IA
Um porta-voz da Woolworths citado pela BBC que as respostas sobre aniversários foram escritas por um humano:
“Algumas respostas sobre aniversários foram criadas anos atrás por um funcionário como uma forma de aproximação, mas foram retiradas recentemente após o retorno dos clientes.”
Ainda, disse que o bot existe desde 2018 e, até então, os feedbacks tinham sido positivos e muitos tinham gostado da sua personalidade.
Em janeiro, a Woolworths anunciou uma parceria com o Google para adicionar novos recursos à assistente virtual. Entre essas novas funções, estão o planejamento de refeições e sugestão de ingredientes com base em receitas enviadas pelos clientes.
Assistentes virtuais não têm uma reputação tão boa. Em 2024, uma empresa de entregas, a DPD, teve que desativar uma parcela do seu chatbot após ele escrever poemas e, até mesmo, xingar clientes.