Eleições 2026

Lula ou Flávio? Veja quais ações se beneficiam com a vitória de cada candidato, segundo investidores

01 mar 2026, 10:00 - atualizado em 27 fev 2026, 17:09
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flábio Bolsonaro (PL) (Imagem Montagem Money Times Agência Senado)
(Foto: Reuters/Adriano Machado)

As eleições presidenciais e as perspectivas para a taxa Selic são alguns dos principais temas para os investidores em 2026, segundo a pequisa realizada pelo BTG Pactual durante a CEO Conference em São Paulo.

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A pesquisa aponta quais são as ações preferidas pelos investidores, de acordo com cada cenário eleitoral.

Caso Lula seja reeleito, os participantes indicam preferência por empresas exportadoras e companhias de maior previsibilidade operacional, como Suzano (SUZB3), Itaú (ITUB4) e WEG (WEGE3), segundo o relatório.

Já em uma hipótese de vitória da oposição, os investidores veem como potenciais beneficiárias empresas ligadas ao setor financeiro e estatais, como Banco do Brasil (BBAS3), XP (XP) e Petrobras (PETR4).

O documento ressalta que o ambiente segue altamente polarizado e a disputa permanece aberta. Entre os nomes da oposição, Flávio Bolsonaro aparece como o candidato mais provável, concentrando 81% das respostas.

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Alta do Ibovespa

O BTG destaca que a alta recente do Ibovespa foi liderada por grandes empresas, incluindo ações como Vale e Petrobras, que estavam pouco alocadas havia bastante tempo.

Somente em janeiro, houve um fluxo de entrada de cerca de US$ 6 bilhões no mercado de ações brasileiro, equivalente ao valor total dos fluxos em 2025.

“Com a maioria dos fundos locais apresentando desempenho muito inferior ao dos índices (alguns até 5 a 7 pontos percentuais abaixo), é fácil concluir que se tratou de uma recuperação silenciosa — poucos investidores locais capturaram essa alta”, disse.

O banco observa ainda que os setores de Materiais Básicos e Petróleo & Gás continuam sendo os mais vendidos (short), sugerindo que os investidores ainda relutam em acompanhar a alta e arriscar um desempenho ainda pior caso os fluxos estrangeiros continuem elevando essas teses.

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Segundo o BTG, as recomendações consensuais de compra continuam concentradas nos setores de serviços básicos, como Axxia e Copel, além do setor financeiro.

*Com supervisão de Kaype Abreu

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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