Suzano (SUZB3): BTG, XP, Itaú BBA e Genial veem números positivos no 4T25; o que fazer com ações?
A Suzano (SUZB3) registrou na terça-feira (10), após o fechamento do mercado, um lucro líquido de R$ 116 milhões no quarto trimestre de 2025, contra um prejuízo de 6,737 bilhões do mesmo trimestre de 2024.
Para o BTG Pactual, XP Investimentos, Itaú BBA e Genial Investimentos os números reportados no 4T25 foram positivos.
O BTG destacou que o balanço superou suas estimativas, impulsionado principalmente por maiores volumes tanto em celulose (+13%) quanto em papel (+8%), parcialmente compensados por despesas de SG&A acima do esperado. Preços e custos ficaram, em geral, em linha com as projeções.
Para os analistas Leonardo Correa e Marcelo Arazi, a companhia também apresentou uma sólida geração de fluxo de caixa livre (FCF) de R$ 2,3 bilhões (yield anualizado de 15%), ainda que apoiada por menor capex e uma liberação de capital de giro de R$ 661 milhões.
“No geral, vemos tanto os resultados quanto os anúncios como positivos, reforçando a capacidade da empresa de continuar gerando valor mesmo em ambientes desafiadores, além da consistência na execução operacional. Seguimos vendo a Suzano como a melhor da classe e nossa favorita no setor — compra e preço-alvo de R$ 62.
A XP reforçou que o Ebitda ajustado de R$ 5,6 bilhões ficou 11% acima das suas estimativas, impulsionado por uma melhora na divisão de celulose e na de papel. Além disso, a Suzano anunciou a manutenção de uma redução de 3,5% na produção ao longo de 2026, devido às condições de mercado, consistente com sua abordagem focada em retorno. A casa recomenda compra e preço-alvo de R$ 66.
“O novo programa de recompra reforça a visão da administração (e da XP) de que as ações permanecem descontadas. Apesar de um cenário estruturalmente desafiador para a celulose, a XP segue construtiva com a Suzano, considerando o papel relativamente barato nos níveis atuais”.
SUZB3: A visão do Itaú BBA e Genial
Para o BBA, o Ebitda ficou 13% das estimativas, impulsionado por um desempenho de receita melhor do que o esperado na divisão de celulose, impulsionado por maiores volumes embarcados e preços realizados mais elevados. Os analistas recomendam compra e preço-alvo de R$ 58.
A geração de fluxo de caixa livre operacional (excluindo capex de crescimento, recompras e dividendos) foi forte, somando R$ 3,4 bilhões (equivalente a um yield anualizado de aproximadamente 21%), levando a alavancagem a cair para 3,2x.
A Genial avalia que a Suzano entregou um 4T25 acima das expectativas, com destaque para o forte volume de vendas de celulose, que superou as estimativas mesmo após o corte de 3,5% na capacidade nominal.
Apesar do cenário ainda desafiador para os preços da celulose na China no curto prazo, a Genial mantém visão construtiva para a ação, destacando o FCF yield estimado de 15% para 2026 e o valuation descontado, a 5,3x EV/EBITDA. A casa reiterou recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 63,50, o que implica potencial de valorização de cerca de 24%.