Comprar ou vender?

Taesa (TAEE11): Por que mesmo com dividendos robustos, BBI recomenda venda? Veja novo preço-alvo

08 jan 2026, 11:04 - atualizado em 08 jan 2026, 11:04
taesa
O Bradesco BBI atualizou o seu preço-alvo para a Taesa (TAEE11), elevando de R$ 30 para R$ 38. Saiba mais sobre a recomendação. (Imagem: Facebook/Taesa)

O Bradesco BBI atualizou o preço-alvo para a Taesa (TAEE11), elevando de R$ 30 para R$ 38. O valor implica em uma desvalorização de 8,1% ante o preço do último fechamento. A recomendação da casa é de venda, ainda que a companhia ofereça dividendos robustos e configure uma boa opção de renda.

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A atualização de estimativas e preço-alvo visam incorporar os resultados trimestrais mais recentes, ajustar o cronograma de implantação de investimentos e a inicialização para os quatro ativos greenfield em construção, com previsão de adição de aproximadamente R$ 400 milhões em receita potencial até 2027-2028.

Além disso, os analistas incluíram o reembolso de ativos não depreciados ao final das concessões especificamente relacionadas a investimentos de reforço e manutenção e atualizaram as premissas macroeconômicas.

Na visão do BBI, as ações da Taesa configuram uma opção de renda interessante, no entanto, a manutenção da recomendação de venda considera sua alta avaliação relativa, de acordo com os analistas.

Ainda que a companhia siga como forte geradora de caixa, com expectativa de dividendos elevados entre 2026 e 2031, representando um rendimento entre 8% e 11%, os analistas destacam que parte relevante das concessões expira entre 2030 e 2032, o que deve pressionar receitas e lucros no longo prazo.

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“Nosso novo preço-alvo para o final de 2026 de R$ 38 por ação é baseado em uma taxa de desconto real (Ke) de 8% e, entre outros fatores, inclui R$ 1,10 por ação do reembolso de despesas não depreciadas de manutenção e reforço ao final das concessões”, dizem os analistas.

O BBI observa, no entanto, que caso o reembolso integral dos ativos não depreciados fosse concedido pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), o preço-alvo ajustado subiria R$ 8,60 por ação.

Taesa de olho nas concessões

Em meados de novembro de 2025, o diretor-presidente da Taesa, Rinaldo Pecchio Jr, disse que está otimista em relação às discussões com o governo federal sobre vencimento de concessões de transmissão de energia, com expectativa para uma definição sobre as regras nos próximos meses.

Em teleconferência sobre o último balanço da companhia, o executivo explicou que a Taesa está realizando estudos técnicos para dialogar com o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Aneel, mostrando a necessidade de uma definição baseada em “fatos e análises econômico-financeiras, sobre modicidade tarifária, e que também leve em conta aspectos da operação”.

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“Acho que devemos ter definições nos próximos meses. 2027 é uma data-chave para declarar a nossa intenção, o interesse de manter a concessão. Em 2027 com certeza isso tem que estar definido para a gente conseguir fazer a manifestação, mas eu sou otimista”, disse o CEO da Taesa.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas, com foco em varejo e setor aéreo.
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