Taxa de desemprego no Brasil cai para 5,3% no trimestre encerrado em julho
A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,3% no trimestre até julho de 2026. Trata-se do menor patamar para o intervalo na série histórica iniciada em 2012.
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o índice apresentou queda de 0,5 p.p frente ao trimestre terminado em abril (5,8%) e recuou 0,3 p.p. ante o trimestre de maio a julho de 2025 (5,6%).
No trimestre encerrado em julho, a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores informais. Esse indicador mostrou leve alta em relação aos 37,2% registrados no trimestre anterior até abril.
No período, o número de trabalhadores do setor privado que estavam empregados com carteira assinada ficou em 39,4 milhões, sem variações significativas no trimestre e no ano.
Já o rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.762, mantendo estabilidade em relação ao trimestre anterior e avançando 3,3% no ano.
A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões e manteve estabilidade na comparação trimestral, enquanto aumentou 4,1%, ou mais R$ 15,1 bilhões, na anual.
O que dizem os economistas?
Na avaliação dos economistas, os números confirmam que o mercado de trabalho continua aquecido, mas começa a perder força de maneira gradual. XP, Banco Daycoval e Bradesco destacam que, apesar da taxa de desemprego próxima das mínimas históricas, o crescimento da ocupação e dos salários já ocorre em ritmo mais moderado.
Para Antonio Ricciardi, economista do Banco Daycoval, o resultado confirma a expectativa de uma desaceleração gradual, com os rendimentos próximos da estabilidade e pouco avanço da ocupação nos próximos meses. O banco, assim como a XP, projeta desemprego de 5,6% ao final de 2026.
O Bradesco acrescenta que o menor dinamismo da renda e do emprego deve limitar o consumo das famílias nos próximos trimestres. Já a XP avalia que os principais riscos para a atividade não estão no mercado de trabalho, mas no crédito, diante dos juros elevados, do maior comprometimento da renda das famílias e do avanço da inadimplência.