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Taxas dos DIs sobem com noticiário eleitoral e leilão robusto de títulos do Tesouro

02 jul 2026, 17:26 - atualizado em 02 jul 2026, 17:26
dividendos - reais
(Imagem: Getty Images)

As especulações em torno da corrida eleitoral no Brasil e um leilão robusto de títulos prefixados do Tesouro deram suporte às taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), que encerraram a quinta-feira com altas, apesar da pressão de baixa gerada mais cedo pela divulgação de dados de emprego nos EUA.

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Com investidores também adotando posições mais cautelosas antes do feriado de sexta-feira nos EUA, no fim da tarde a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,235%, com elevação de 11 pontos-base ante o ajuste de 14,123% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,48%, com alta de 12 pontos-base ante o ajuste de 14,36%.

Pela manhã, o relatório “payroll” do Departamento do Trabalho dos EUA revelou que a economia do país gerou 57 mil postos de trabalho em junho, abaixo dos 110 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. A taxa de desemprego no país ficou em 4,2% em junho, ante 4,3% projetados.

Números separados mostraram ainda que os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA somaram 215 mil na semana passada, menos que os 220 mil esperados.

Os dados do payroll, mais fracos que o esperado, reduziram a perspectiva de alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, fazendo os rendimentos dos Treasuries despencarem. A curva de DIs no Brasil acompanhou a queda em um primeiro momento.

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Entre o fim da manhã e o início da tarde, no entanto, as taxas dos DIs se fortaleceram e passaram a exibir altas firmes, sob influência de fatores internos.

Fortalecimento de Lula e matéria do Intercept

Profissionais ouvidos pela Reuters citaram o noticiário político como um dos motivos para a piora dos mercados no Brasil. Nos últimos dias, o noticiário revelou o fortalecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Planalto, além dos atritos entre o parlamentar e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Desde quarta-feira os agentes também esperavam a publicação de nova reportagem do site Intercept Brasil envolvendo a família Bolsonaro e o financiamento do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a manhã desta quinta-feira, conforme um operador, essa expectativa deu força às taxas futuras.

Às 12h o Intercept publicou a reportagem, que girou em torno de um fundo nos EUA que recebeu dinheiro do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro — no centro de um escândalo financeiro e apontado como um dos supostos financiadores do filme sobre Jair Bolsonaro.

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De modo geral, notícias desfavoráveis à família Bolsonaro vêm sendo interpretadas como negativas para a candidatura de Flávio à Presidência, elevando as chances de reeleição de Lula — algo mal-visto por boa parte do mercado.

Ainda que a reportagem do Intercept não tenha tido o impacto que muitos operadores esperavam, a curva brasileira se manteve em alta durante a tarde.

O leilão de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional — Série F (NTN-F), realizado pela manhã, também deu suporte à curva. O Tesouro vendeu 20 milhões de LTN e 3,65 milhões de NTN-F — volumes bem superiores aos vistos três semanas antes, de 150 mil LTN e 450 mil NTN-F.

Em função do feriado do Dia da Independência dos EUA, que manterá o mercado de Treasuries fechado na sexta-feira, muitos agentes também seguraram posições compradas em taxa no mercado de DIs.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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