Resumo: O Ibovespa (IBOV) reduziu os ganhos da semana com a perda de mais de 1,6 mil pontos na sessão. O aumento das incertezas no cenário doméstico e expectativa de que os juros dos Estados Unidos devem permanecer inalterados por algum tempo estão entre os fatores que pressionaram o índice.
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Nesta quarta-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,03%, aos 161.975,24 pontos.
No cenário doméstico, os investidores operaram mais avessos a risco com o aumento das incertezas sobre o poder de intervenção do Banco Central sobre o Caso Master.
O mercado também ficou à espera do IPCA de dezembro e do ano de 2025, que será divulgado na próxima sexta-feira (9).
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No exterior, os dados de emprego dos EUA chamaram a atenção. Após os dados, o mercado ampliou as expectativas de que o Fed deixará os juros, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, inalterados até março. Agora, a previsão é de redução apenas em abril.
A ação militar dos EUA na Venezuela seguiu no radar.
Confira os principais temas do Ibovespa e dos mercados em tempo real:
Ao vivo
20h10
GPA (PCAR3) contrata unidade da Alvarez & Marsal para plano de eficiência
O grupo de supermercados GPA (PCAR3) anunciou nesta quarta-feira que contratou o braço de “melhoria de performance” da consultoria Alvarez & Marsal para apoiar a companhia dona da bandeira Pão de Açúcar a dar andamento a um plano de redução de custos e melhora de eficiência.
A empresa afirmou que a contratação da A&M Performance servirá para dar suporte ao plano de eficiência aprovado pelo conselho de administração em novembro.
Petróleo cai mais de 1% após declarações de Trump sobre Venezuela
Os preços do petróleo caíram pela segunda sessão consecutiva nesta quarta-feira (7), com os investidores digerindo um acordo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para importar até US$ 2 bilhões em petróleo venezuelano, uma medida que aumentaria a oferta para o maior consumidor mundo.
Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em baixa de US$0,74, ou 1,2%, a US$59,96 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate dos EUA caiu US$ 1,14, ou 2%, para US$55,99 por barril.
Assaí (ASAI3) recua mais de 6%; confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (7)
A ponta negativa foi liderada por Assaí (ASAI3), em realização dos ganhos recentes.
Confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (7):
> Assaí (ASAI3): -6,33%, a R$ 7,31
> Cyrela (CYRE4): -4,87%, a R$ 22,85
> Axia PNB (AXIA6): -4,81%, a R$ 51,87
> MRV (MRVE3): -4,76%, a R$ 8,01
> Axia ON (AXIA3): -4,72%, a R$ 49,51
18h35
Cogna (COGN3) salta quase 8% após banco elevar recomendação; confira as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (7)
A ponta positiva foi encabeçada por Cogna (COGN3) com alta de mais de 7% após o JP Morgan elevar a recomendação de COGN3 de neutra para compra, com preço-alvo de R$ 6,50 em dezembro deste ano.
Confira as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (7):
> Cogna (COGN3): +7,51%, a R$ 3,58
> CSN (CSNA3): +5,69%, a R$ 9,85
> Brava Energia (BRAV3): +2,74%, a R$ 16,13
> Raízen (RAIZ4): +2,47%, a R$ 0,83
> Magazine Luiza (MGLU3): +1,53%, a R$ 9,29
18h14
Ibovespa cai 1% e volta aos 161 mil pontos com pressão dos bancos de olho no Caso Master; dólar avança a R$ 5,38
O Ibovespa (IBOV) reduziu os ganhos da semana com a perda de mais de 1,6 mil pontos na sessão. O aumento das incertezas no cenário doméstico e expectativa de que os juros dos Estados Unidos devem permanecer inalterados por algum tempo estão entre os fatores que pressionaram o índice.
Nesta quarta-feira (7), o principal índice da bolsa brasileira terminou as negociações com queda de 1,03%, aos 161.975,24 pontos.
O Ibovespa fechou a quarta-feira (07) em baixa de -0,96%, aos 162.088,92 pontos, de acordo com dados preliminares da B3.
17h29
Concorrência dos EUA reduzirá embarques de soja do Brasil à China em 2026, diz Anec
A exportação de soja brasileira para a China deve cair cerca de 10 milhões de toneladas em 2026 em relação a 2025 devido à concorrência dos Estados Unidos, que no ano passado enfrentaram problemas para vender aos chineses por conta da disputa tarifária, avaliou nesta quarta-feira a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec).
Em entrevista à Reuters, o diretor-geral da Anec, Sérgio Mendes, afirmou que a entidade que representa as principais tradings do setor projeta embarques de 77 milhões de toneladas da oleaginosa nacional para a China em 2026, contra 87 milhões de toneladas em 2025, quando a participação dos chineses na exportação brasileira atingiu patamares históricos, com o país sendo favorecido pela disputa tarifária iniciada por Donald Trump.
União Europeia pode reduzir impostos sobre fertilizantes para promover acordo com Mercosul
A Comissão Europeia afirmou nesta quarta-feira (7) que reduziria as taxas de importação de certos fertilizantese apoiaria uma lei que poderia permitir suspensões temporárias da taxa de carbono nas fronteiras da União Europeia, na tentativa de conquistar os oponentes de seu acordo de livre comércio com o bloco sul-americano Mercosul.
As concessões fazem parte de uma tentativa da Comissão, apoiada por países como a Alemanha e a Espanha, de obter a maioria dos 15 membros da UE, que representam 65% da população da UE, para autorizar a assinatura do acordo com o Mercosul, possivelmente na próxima semana.
Dólar avança e fecha a R$ 5,38 após dados de emprego adiarem apostas de corte nos juros dos EUA
O dólar interrompeu o ritmo de perdas com o aumento das incertezas geopolíticas e com o temor de fragilização da autonomia do Banco Central, por conta do caso do Banco Master.
Nesta quarta-feira (7), o dólar à vista (USDBRL) encerrou a sessão a R$ 5,3870, alta de 0,13%.
De acordo com os analistas, a troca busca reforçar ativos com combinação mais eficiente entre distribuição, resiliência operacional e geração futura de caixa.
Dinheiro da venda do petróleo venezuelano será mantido em contas bancárias dos EUA, diz Departamento de Energia
Os Estados Unidos começaram a comercializar o petróleo venezuelano e todos os recursos provenientes de sua venda serão inicialmente depositados em contas controladas pelos EUA em bancos reconhecidos mundialmente, informou o Departamento de Energia em um comunicado divulgado nesta quarta-feira.
“Contratamos os principais comercializadores de commodities e os principais bancos do mundo para executar e fornecer suporte financeiro para essas vendas de petróleo bruto e derivados”, disse o departamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva encaminhou ao Senado a indicação de Otto Lobo, atual presidente interino da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), como presidente da autarquia, segundo publicação no Diário Oficial, nesta quarta-feira (7).
“Encaminhamento ao Senado Federal, para apreciação, do nome do senhor Otto Eduardo Fonseca de Albuquerque Lobo, para exercer o cargo de presidente da Comissão de Valores Mobiliários – CVM, na vaga decorrente da renúncia de João Pedro Barroso do Nascimento”, afirma despacho da Presidência da República no diário.
As ações da CSN (CSNA3) disputam a liderança do Ibovespa com alta de mais de 5%, acompanhando o forte desempenho do minério de ferro. Às 16h11, CSNA3 subia 5,26%, a R$ 9,81.
O contrato mais líquido da commodity, com vencimento em maio, encerrou as negociações com salto de 4,09%, a 828 yuans (US$ 118,56) a tonelada na Bolsa de Dalian, da China.
16h14
Cosan (CSAN3), JBS (JBSS32) e mais: As ações do agro que podem bombar em 2026, segundo BofA
Se 2025 foi um ano de disparada para a bolsa, as ações do agronegócioficaram para trás. Segundo o Bank of America (BofA), o setor na América Latina registrou retorno ponderado positivo de 39% em dólares — 12 pontos percentuais abaixo do MSCI América Latina e 17 pontos atrás do Ibovespa.
O que parece uma notícia negativa, no entanto, pode esconder uma oportunidade. Na avaliação dos analistas do banco, o ciclo de queda dos juros nos Estados Unidos e no Brasil pode funcionar como gatilho para a recuperação dos papéis do setor.
Brasil tem fluxo cambial negativo de US$ 33,3 bi em 2025, diz BC
O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$ 33,316 bilhões no acumulado de 2025, em movimento puxado pela via financeira, informou nesta quarta-feira o Banco Central.
A saída de recursos do país no ano passado foi bem superior à verificada em 2024, quando o fluxo foi negativo em US$ 18,564 bilhões.
Somente no mês passado, saíram do país líquidos US$ 13,562 bilhões, conforme os dados do BC. Tradicionalmente, dezembro é marcado por envios de recursos ao exterior por parte das empresas, para pagamento de dividendos. No mês passado, o fluxo financeiro foi negativo em US$20,982 bilhões, enquanto o comercial foi positivo em US$ 7,421 bilhões.
Em 2025, especificamente, os envios em dezembro foram potencializados por quem buscou se antecipar ao fim, em janeiro de 2026, da isenção de imposto de renda sobre as remessas ao exterior, que passaram a ser taxadas em 10%, e ao início da cobrança de 10% sobre valores recebidos acima de R$ 50 mil por mês em dividendos.
— Com informações de Reuters
16h01
Azul (AZUL54) tem derrocada de 40% nesta quarta-feira (7); o que impacta as ações?
A Azuldeu mais um passo no seu processo de reestruturação financeira com a homologação da sua oferta bilionária de ações. Ainda que a operação represente uma etapa relevante e já prevista na trajetória da recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11), os acionistas enfrentam, agora, uma grande diluição decorrente do movimento.
O Bradesco BBI, que recomenda venda para a ação, destaca que o aumento de capital, anunciado em dezembro, está em linha com as expectativas e reforça o plano de saída do Chapter 11. Espera-se que a empresa saia do processo ainda neste ano.
O Ibovespa, principal índice da bolsa, opera em baixa de -0,99%, aos 162.044,58 pontos, nesta quarta-feira (07).
Entre as principais ações do índice, Vale (VALE3) registra alta de 0,82%, cotada a R$ 76,42. Os papéis da Petrobras (PETR4) são negociados em baixa de -0,24%, a R$ 29,62, e os do Itaú (ITUB4), em baixa de -1,72%, a R$ 39,42.
15h16
Master: O risco da reversão de liquidação e o impacto para investidores e o FGC
O caso do Banco Master extrapolou os limites da Faria Lima e passou a ser tratado como tema de relevância nacional. Embora a instituição, em si, não represente risco sistêmico, o processo ganhou coloração política e subiu de degrau ao envolver o STF (Supremo Tribunal Federal) e o TCU (Tribunal de Contas da União).
Enquanto isso, investidores detentores de CDBs do Master seguem à espera do dinheiro. Quando o Banco Central liquidou o banco de Daniel Vorcaro, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) informou que o prazo médio para o pagamento seria de 30 dias. Passados 50 dias, porém, o caso já registra a maior espera desde 2013, quando o Banco Rural quebrou.
No Money Times, investidores, analistas, gestores e entusiastas do ambiente econômico brasileiro usufruem de textos objetivos e de qualidade que vão ao centro da informação, análise e debate. Buscamos levantar e antecipar discussões importantes para o investidor e dar respostas às questões do momento. Isso faz toda a diferença.
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