Nesta quarta-feira (11), o principal índice da bolsa brasileira subiu 1,06%, aos 129.593,31 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a superar os 130 mil pontos.
Já o dólar à vista (USBRL) terminou a sessão a R$ 5,9557 (-1,53%) — abaixo de R$ 6 pela primeira vez desde o início de dezembro.
Hoje é a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do ano. A expectativa é de que o BC eleve a Selicem 0,75 ponto percentual, levando a taxa básica de jurospara o patamar de 12% — mas já tem economista falando em reajuste de 1 pp.
O mercado também acompanhou novidades sobre o quadro de saúde do presidente Lula. O chefe do Executivo passará por um novo procedimento no crânio nesta quinta-feira (12),
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No exterior, os investidores reagiram aos dados do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de novembro nos Estados Unidos, que vieram em linha com o esperado. A inflação norte-americana avançou de 2,6% em outubro para 2,7% no mês passado, na base anual.
Mas não só isso: o BC contratou mais duas altas de 1 ponto percentual para as próximas reuniões, o que significa uma Selic terminal em 14,25%, algo não visto nem durante o pós-pandemia, quando os juros chegaram a 13,75% e o mundo vivia um choque inflacionário.
Para construtoras, juros altos podem ‘comprometer sobrevivência’ do setor produtivo; varejo pede ‘política mais ampla’
A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) se pronunciou nesta quarta-feira (11) após o anúncio de aumento da taxa básica de juros, pontuando que a alta de 1 ponto percentual intensifica os desafios enfrentados pela economia brasileiro e dificultam investimentos.
O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic para 12,25% ao ano, em decisão unânime, e antecipou que mais duas altas das mesma magnitude devem ocorrer nas próximas reuniões, em janeiro e março de 2025.
Nomad: Copom fez tudo o que podia para tentar convencer de que não pouparão esforços para trazer a inflação para meta
O economista-chefe da Nomad, Danilo Igliori, afirmou que “Copom fez tudo o que podia para tentar convencer de que não pouparão esforços para trazer a inflação para meta”.
“A decisão unânime de acelerar pra valer a subida de juros e teor do comunicado foram nessa direção. Mais importante, reativaram o forward guidance sinalizando mais dois aumentos de 100 pontos base”, disse Igliori.
Segundo ele, o movimento de hoje deve contribuir para o processo de recuperação da credibilidade do colegiado e dar um alívio para os agentes do mercado financeiro.
19h33
SulAmérica Investimentos: a decisão, sem dúvida, é uma sinalização mais ‘hawkish’ ao mercado
Para Natalie Victal , economista-chefe da SulAmérica Investimentos, a surpresa da decisão do Copom foi o guidance, que havia sido ‘abandonado’ nas últimas reuniões.
“Nós esperávamos um guidance aberto, e o Copom já sinalizou as próximas duas reuniões que, mantendo o cenário base, entrega duas altas na mesma magnitude. Ou seja: já está falando que mantido o cenário base, entrega mais duas altas adicionais que levariam a Selic para 14,25. É uma decisão que, sem dúvida, é uma sinalização mais ‘hawkish’ ao mercado”, disse Victal.
“A minha grande dúvida agora é por que eles tiraram uma palavra ‘unanimidade’ na sinalização de decisão. Não sei exatamente o que eles quiseram dizer com isso, porque quando eu olho os votos, todos votaram pela alta de um ponto percentual”, afirmou a economista-chefe da SulAmérica Investimentos
19h29
Master: Decisão do Copom foi “muito dura”
Na avaliação do economista-chefe do Banco Master, Paulo Gala, a decisão do Copom foi “duríssima”.
“Não resta qualquer dúvida do compromisso desse Banco Central em controlar a inflação. Ninguém tinha na conta um choque tão violento de três altas de 1%”, afirmou Gala. Além de elevar a Selic em 1 ponto percentual hoje, o comunicado do Copom prevê outras duas elevações na mesma magnitude nas próximas reuniões.
“O comunicado também é bastante duro, não deixa qualquer dúvida que o Copom está lendo o que está acontecendo: a inflação de serviços muito resiliente, o hiato cada vez mais pressionado com a economia aquecida — crescendo perto de 4%; e a conjuntura externa, com o câmbio se desvalorizando, e o real a R$ 6”, disse o economista-chefe do Banco Master.
“Esse Copom é muito importante porque ele é já uma sinalização. Além disso, foi o primeiro Copom depois do atraso do pacote fiscal, que não veio com a força que se imaginava, e depois com o movimento do dólar indo a R$ 6”, acrescentou.
Segundo ele, o mercado deve reagir positivamente amanhã com queda da ponta longa da curva de juros e apreciação da moeda brasileira.
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19h21
Oryx Capital: Copom está ‘correndo atrás da curva’ de juros
Para Luiz Arthur Fioreze, economista e diretor de Gestão de Fundos da Oryx Capital, a decisão do Copom reflete a crescente preocupação do Comitê com o cenário inflacionário.
“No comunicado divulgado, o Copom demonstrou insegurança em relação às expectativas de inflação, o que reforça a percepção de que a autoridade monetária está, neste momento, ‘correndo atrás da curva’ de juros, pressionada por uma economia que segue aquecida”, afirmou Fioreze.
O economista também afirmou que o cenário fiscal é “um ponto crítico” para a política monetária. “A ausência de um pacote de corte de gastos realmente efetivo para equilibrar as contas públicas no final de 2024 gerou uma ruptura nas expectativas de investidores e economistas. A falta de compromisso com a disciplina fiscal alimenta incertezas e pressiona ainda mais a inflação”, afirmou
Ele acrescentou que “um aumento tão rápido dos juros pode resultar em um freamento excessivo da economia, levando ao aumento abrupto do desemprego nos próximos meses, sumiço de investimentos”, além uma queda “generalizada” nos preços dos ativos, especialmente na bolsa de valores.
19h17
WMS Capital: Copom foi assertivo na decisão dado toda a deterioração do cenário nas últimas semanas
O sócio da WMS Capital, Marcos Moreira, afirmou que a decisão do Copom, em aumentar a Selic em 1 ponto percentual, “foi assertiva”.
“Acreditamos que o Copom foi assertivo na decisão, dado toda a deterioração do cenário nas ultimas semanas e a desancoragem das expectativas de inflação além do horizonte relevante de 18 meses. Hoje, vemos a inflação subindo de maneira consistentemente em todo o horizonte até 2027”, disse Moreira.
Ele também citou a pressão do cenário fiscal sobre a política monetária. “O governo perdeu uma grande chance de ganhar credibilidade em mostrar um forte compromisso com a sustentabilidade das contas públicas, quando foi divulgado o pacote de contenção de gastos há algumas semanas”, afirmou.
A WMS prevê Selic a 14,25% no próximo ano.
19h13
Renda fixa: Por que a Selic acima de 12% pode esconder um risco ao investidor, segundo CEO da Oliveira Trust
O Banco Central bateu o martelo e elevou a Selicem 1 ponto percentual, para 12,25%. Nesse cenário, os investimentos em renda fixaganham ainda mais destaque.
Para CEO da Oliveira Trust, que presta serviços para fiduciários de fundos de investimento e títulos de renda fixa, José Alexandre Freitas, isso também pode aumentar o risco para certas emissões.
BMG: Ação mais agressiva de política monetária deverá ter efeitos positivos sobre a dinâmica de expectativas de inflação
Para o economista-chefe do Banco BMG, Flávio Serrano, a elevação da a taxa Selic em 1 ponto percentual, para 12,25% ao ano, “não chega a ser uma surpresa”.
O destaque, para ele, foi a indicação futura dos próximos passos de política monetária. Após mesmo sem foward guidance, o Copom sinalizou duas novas altas de 1 ponto percentual nas próximas decisões, se “o cenário previsto se confirmar”.
“Acreditamos que a ação mais agressiva de política monetária deverá ter efeitos positivos sobre a dinâmica de expectativas de inflação, evitando que elas continuem piorando de maneira tão intensa como vínhamos observando recentemente”, disse Serrano.
Segundo ele, o dólar deve se valorizar ante o dólar no curto prazo em reação à decisão do Copom.
O Banco BMG projeta mais duas elevações de 1 ponto percentual e uma ajuste “residual” de 0,5 ponto percentual, o que deve levar a Selic para 14,75% ao ano.
19h03
CSN (CSNA3) projeta aumento no consumo de aço em 2025; quais as previsões para o próximo ano?
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) prevê que o consumo de aço cresça 3,5% no Brasil, em 2025, chegando em 26,9 milhões de toneladas. A afirmação ocorreu durante o CMIN Day, evento promovido pela empresa nesta quarta-feira (11).
Além disso, o vice-presidente comercial da companhia, Luiz Fernando Martinez, afirmou que a CSN espera um Ebidta adicional em siderurgia de R$ 927 milhões em 2026. De acordo com ele, os projetos de ganho de eficiência na usina de Volta Redonda (RJ) sustentam a projeção, com um investimento de R$ 1 bilhão.
Apas: BC tem adotado uma postura muito cautelosa, utilizando apenas um único instrumento para controlar a inflação.
Na avaliação do economista-chefe da APAS (Associação Paulista de Supermercados), Felipe Queiroz, a decisão do Copom em elevar a Selic em 1 ponto percentual, a 12,25% ao ano, já era esperado — principalmente pelos últimos indicadores de inflação, como o IPCA, que superou o teto da meta.
Mas, para ele, o BC tem usado apenas a taxa de juros para controlar o choque nos preços. “Nós entendemos que o Banco Central tem adotado uma postura muito cautelosa, utilizando apenas um único instrumento para controlar a inflação”, afirmou Queiroz.
“Entendemos que na atual conjuntura há espaço para implementar uma política monetária mais ampla, que adote diferentes instrumentos, não apenas a calibragem periódica da taxa de juros, para o controle inflacionário”, acrescenta.
O economista-chefe da APAS também disse “aumentar os juros, desestimula o investimento e impede a expansão da capacidade produtiva, assim como afeta diretamente o consumo e a demanda agregada, perpetuando os entraves estruturais ao desenvolvimento do país”.
18h57
BGC Liquidez: BC mostrou humildade em reconhecer que estava atrasado
Na avaliação do estrategista-chefe BGC Liquidez, Daniel Cunha, o Banco Central “mostrou humildade em reconhecer que estava atrasado” no comunicado da decisão do Copom divulgado há pouco.
Para Cunha, a decisão de elevar a Selic em 1 ponto percentual, para 12,25% ao ano, mostrou a capacidade de reação e adaptação, “recuperando as rédeas da condução de politica monetária” e ao retomar o forward guidance de maneira a sinalizar mais altas neste ritmo a frente.
No comunicado, o Copom disse que deve, se o cenário esperado for se confirmando, fazer um ajuste de mesma magnitude nas próximas duas reuniões.
“O mercado deverá reagir positivamente, com destaque para queda do dólar”, afirma Cunha.
18h53
2025 é o ano dos Fiagros? Para analistas, cenário inspira cautela, mas pode haver uma ‘janela de oportunidade’ com Selic mais alta
O ano de 2024 ficou marcado por um desempenho ruim para os Fundos de Investimentos nas Cadeias Produtivas do Agronegócios (Fiagros), com poucos apresentando resultados positivos.
Segundo Caio Nabuco, analista da Empiricus Research, não ocorreram grandes mudanças em termos de preços, oferta e demanda para as principais culturas que são base dos fundos.
Selic a 14,25%? Copom indica mais duas altas de 1 p.p. na taxa de juros
Após acelerar o ritmo do aperto monetário na última reunião de 2024, o Comitê de Política Monetária (Copom) indicou que também deve elevar a Selic em 1 ponto percentual (p.p.) nas duas próximas reuniões, que acontecem em janeiro e março de 2025.
Nesta quarta-feira (11), o Comitê optou unanimemente por aumentar a taxa de juros para 12,25% ao ano. Com a indicação futura, os juros devem subir para o patamar de 14,25%, após o encontro de março.
Selic a 12,25%: Quanto rendem R$ 5 mil por um ano na poupança, Tesouro Direto, LCI e CDB
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira (11) a última decisão do ano sobre a taxa Selic. O colegiado do Banco Central decidiu pelo aumento de 1 ponto percentual. Desta forma, o BC segue com o aperto monetário.
A alta vem diante das expectativas de uma inflação desancorada, com a desvalorização do real frente ao dólar e uma descrença com a política fiscal no mercado. Os membros do Copom optaram pela cautela na condução da política monetária no país.
A ação de varejista mais recomendada para dezembro, segundo 24 analistas
As ações da Raia Drogasil(RD Saúde [RADL3]) foram as mais recomendadas no segmento de varejo em dezembro, de acordo com levantamento do Money Times, que considerou 24 carteiras. O papel recebeu três indicações de analistas.
OComitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 1 ponto percentual (p.p.) na reunião desta quarta-feira (11), em decisão unânime. Com isso, a taxa básica de juros saiu do patamar de 11,25% para 12,25% ao ano.
“O cenário mais recente é marcado por desancoragem adicional das expectativas de inflação, elevação das projeções de inflação, dinamismo acima do esperado na atividade e maior abertura do hiato do produto, o que exige uma política monetária ainda mais contracionista”.
Ambev (ABEV3) lidera queda com baixa de 3%; confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (11)
Vale operou entre as maiores baixas — e limitou os ganhos do principal índice da bolsa brasileira. Os papéis da mineradora foram pressionados pelo desempenho do minério de ferro.
O contrato de janeiro do minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) da China encerrou as negociações do dia com queda de 1,64%, a 809,5 yuans (a US$ 111,38) a tonelada.
Confira as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira (11):
Totvs (TOTS3) salta mais de 7%; confira as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (11)
Totvs liderou os ganhos do Ibovespa após o UBS BB elevar a recomendação de neutro para compra das ações da companhia.
O banco também aumentou o preço-alvo para os papéis de R$ 34 para R$ 38 — o que representa um potencial de valorização de 31,44% sobre o preço de fechamento da última terça-feira (10).
Durante a sessão, Hapvida chegou a saltar mais de 11% com os reajuste nos preços dos planos de saúde individuais no radar.
Confira as maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira (11):
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