ImóvelTimes

Tenda (TEND3): Ações caem forte após prévia do 4T25; o que desagradou o mercado?

12 jan 2026, 11:54 - atualizado em 12 jan 2026, 11:59
tenda
Tenda (TEND3): Ações caem forte após prévia do 4T25; o que desagradou o mercado? (Imagem: Facebook)

As ações da construtora Tenda (TEND3) recuam forte nesta segunda-feira (12) mesmo após a companhia ter divulgado, em sua prévia operacional do quarto trimestre (4T25), o cumprimento do guidance para o ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por volta das 11h20 (horário de Brasília), os papéis da incorporadora caíam cerca de 5,5% na bolsa de valores, negociados a R$ 23,81, e figurando entre as maiores quedas do pregão. Acompanhe o tempo real.



O que desagradou o mercado?

Apesar dos números recordes, a Tenda apresentou um desempenho “abaixo do esperado” no 4T25, com vendas mais fracas do que o projetado pelo Safra.

Entre outubro e dezembro, a construtora registrou R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas, avanço de 24% na comparação anual, mas 14% abaixo da estimativa do banco.

O principal fator, segundo a casa, foi o timing dos lançamentos. Cerca de 36% do valor geral de vendas (VGV) foi lançado apenas na última semana de dezembro, o que reduziu significativamente o tempo disponível para a comercialização dos imóveis dentro do trimestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, o VSO — indicador que mede a velocidade de vendas — ficou em cerca de 24% no 4T25, abaixo do projetado.

A título de comparação, se esses lançamentos tardios forem desconsiderados, a Tenda teria apresentado um VSO de 27%.

De acordo com a própria construtora, a concentração em dezembro ocorreu devido ao atraso na liberação de licenças, concedidas apenas nos últimos dias de 2025.

Lançamentos e Alea

Ao todo, a incorporadora lançou 15 empreendimentos no 4T25, que somaram R$ 1,8 bilhão em VGV — crescimento de 14% em relação ao trimestre anterior e de 11% na comparação anual, mas 11% abaixo do esperado pelo Safra.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Desse total, 14 projetos (R$ 1,7 bilhão) foram da marca Tenda, enquanto apenas um, de R$ 69 milhões, veio da Alea, divisão do grupo de casas pré-fabricadas.

Essa participação reduzida da Alea ocorreu porque uma obra relevante — o Canoas, com R$ 300 milhões em VGV — foi adiada para o primeiro semestre de 2026, fator que também pesou negativamente na leitura do mercado.

Geração de caixa

A empresa também encerrou o quarto trimestre com R$ 960 milhões em recebíveis transferidos a bancos, movimento que tende a apoiar a geração de caixa.

O volume, porém, caiu em relação aos três meses anteriores, mas avançou 42% na comparação anual.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De acordo com o Safra, a queda trimestral está ligada a uma base de comparação mais forte, que contou com a liberação parcial de incentivos estaduais.

Por que o Safra segue otimista

Apesar do desempenho, o Safra avalia que o resultado foi “levemente negativo” mais por uma questão de calendário do que de demanda.

A casa segue confiante na companhia, apoiada principalmente pelos ajustes recentes no Minha Casa, Minha Vida (MCMV), como o aumento do teto dos preços dos imóveis e a ampliação do público elegível aos subsídios.

O banco, inclusive, reiterou a recomendação de compra (outperform) para as ações da Tenda, sua principal escolha no segmento de baixa renda, com preço-alvo de R$ 41, o que representa uma potencial valorização de 63% em relação às cotações atuais, destacando a melhoria nas perspectivas de lucros da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Ainda vemos os papéis sendo negociados a um múltiplo P/L de 5,1 vezes para 2026, a avaliação mais baixa entre os pares de baixa renda.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Por dentro dos mercados

Receba gratuitamente as newsletters do Money Times

OBS: Ao clicar no botão você autoriza o Money Times a utilizar os dados fornecidos para encaminhar conteúdos informativos e publicitários.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar