Tenda (TEND3): Ações disparam mais de 12% após prévia do 1T26; ainda vale a pena entrar?
Negociadas fora do índice Ibovespa, as ações da Tenda (TEND3) sobem forte nesta quarta-feira (8) após a companhia divulgar sua prévia operacional do primeiro trimestre de 2026 (1T26) com avanço nas vendas e lançamentos.
Por volta das 14h30 (horário de Brasília), os papéis da construtora avançavam 12,5% na bolsa de valores (B3), cotados a R$ 33,25 e figurando como um dos destaques positivos do pregão. Acompanhe o tempo real.
Prévia trouxe bons números
Em sua prévia, a Tenda anunciou que lançou 13 empreendimentos entre janeiro e março, totalizando R$ 1,5 bilhão em vendas líquidas, alta de 25% em relação ao trimestre anterior e de 41% ante o mesmo intervalo de 2025. O resultado ficou 11% acima das estimativas do Safra.
Na leitura do banco, o número foi impulsionado, principalmente, pela expansão anual de 72% no segmento principal da companhia, voltado à baixa renda.
“A empresa reportou um desempenho de vendas superior ao esperado. Combinado com o maior volume de transferências, que beneficia a sua geração de caixa trimestral, isso deverá impulsionar uma reação positiva do mercado”, disse a casa, em relatório, antes da abertura do mercado.
“No geral, continuamos confiantes no bom desempenho operacional da Tenda daqui para a frente, apoiado pelos recentes ajustes no Minha Casa, Minha Vida (MCMV), como o teto de preço mais elevado e a elegibilidade para subsídios”, afirmou o Safra.
O banco mantém recomendação outperform (equivalente à compra) para as ações TEND3, baseada por um “atrativo” múltiplo P/L de 4,5 vezes estimado para 2027, um dos mais baixos entre as empresas sob cobertura.
O preço-alvo para os papéis é de R$ 41, o que representa potencial valorização de aproximadamente 23% frente à cotação atual.
BTG também vê força operacional
Na mesma linha, o BTG Pactual destacou que a Tenda apresentou fortes resultados operacionais no primeiro trimestre, com lançamentos acima das expectativas, especialmente no segmento de baixa renda. As vendas líquidas da construtora também ficaram 15% superior à previsão do banco.
“Na nossa opinião, a empresa apresentou um sólido conjunto de resultados, com lançamentos melhores do que o esperado e um ritmo de vendas consistente, especialmente no seu negócio principal”, escreveram os analistas Gustavo Cambauva e Gustavo Fabris, em relatório.
Segundo a dupla, a companhia manteve um ritmo forte de comercialização de suas unidades residenciais, com velocidade de vendas (VSO) de 28% no trimestre, acima dos 26% registrados um ano antes.
Além disso, a construtora lançou o seu primeiro projeto em João Pessoa (PB), onde, de acordo com o BTG, se mostra confiante quanto à expansão das operações, dada a menor concorrência.
“Continuamos otimistas em relação à Tenda, que tem sido a nossa principal escolha (top pick) no segmento de habitação popular há algum tempo por três principais motivos: as operações locais estão posicionadas para um forte 2026, a Alea é agora menos relevante para os resultados e as ações são transacionadas a um atrativo P/L de 5,5 vezes para 2026”, pontuaram os analistas, que mantêm recomendação de compra para os papéis.
O preço-alvo é de R$ 44, o que implica potencial de valorização de aproximadamente 32%.