Tenda (TEND3) bate recorde de lançamentos no 3T26, mas distratos mais que dobram; veja números
A construtora Tenda (TEND3) lançou 11 empreendimentos no terceiro trimestre de 2026 (3T26), com valor geral de vendas (VGV) de R$ 1,52 bilhão, alta anual de 2,3% e um recorde histórico para o período.
Em relação ao segundo trimestre (2T26), porém, o VGV lançado recuou 9,5%, enquanto, no acumulado do ano, o indicador soma R$ 4,61 bilhões, avanço de 36% na comparação com os nove primeiros meses de 2025 (9M25).
De acordo com a prévia operacional, dos 11 lançamentos realizados entre julho e setembro, 54,5% foram direcionados às faixas 3 e 4 do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
Entre os destaques está o primeiro empreendimento da companhia voltado ao público da faixa 4, localizado na Bahia, com 572 unidades e VGV de R$ 240,8 milhões.
O preço médio por unidade lançada no 3T26 foi de R$ 271,2 mil, avanço de 15,7% em relação ao 3T25 e de 8,3% na comparação com o trimestre anterior. O valor também representa um recorde para a Tenda.
Vendas brutas e líquidas
As vendas brutas totalizaram R$ 1,5 bilhão entre julho e setembro, crescimento de 22,1% em relação ao mesmo período do ano passado.
Já o preço médio por unidade vendida no terceiro trimestre ficou em R$ 233,4 mil, avanço de 5,9% em relação ao 3T25.
As vendas líquidas, por sua vez, encerraram o 3T26 em R$ 1,2 bilhão, alta de 10,5% na comparação anual. A velocidade de vendas sobre a oferta líquida (VSO) ficou em 22,8%.
O banco de terrenos da Tenda alcançou R$ 29,3 bilhões em VGV em setembro, aumentos de 41,2% em relação ao mesmo período de 2025 e de 5,7% na comparação com o 2T26. Segundo a companhia, o montante também representa um recorde histórico.
Alea
A Alea, subsidiária da Tenda voltada ao negócio de casas pré-fabricadas, lançou três empreendimentos no 3T26, com VGV de R$ 119,1 milhões. O montante representa altas de 56,2% em relação ao 3T25 e de 39,2% na comparação com o trimestre anterior.
O desempenho refletiu o maior volume de unidades lançadas, que chegou a 604, crescimento de 56,1% na comparação anual. O preço médio por unidade foi de R$ 197,1 mil.
Distratos aumentam no trimestre
Ainda de acordo com a prévia, os distratos no segmento Tenda somaram R$ 292,8 milhões no 3T26, alta de 55% em relação ao trimestre anterior.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando totalizaram R$ 136,2 milhões, o valor mais que dobrou.
Segundo a companhia, o resultado foi impactado principalmente por três fatores relacionados à Caixa Econômica Federal:
- Uma greve que durou quase 20 dias em setembro;
- A redução temporária do comprometimento de renda dos clientes, de 30% para 27%, com impacto durante 10 dias em julho;
- E o maior rigor nas entrevistas para concessão de crédito, sobretudo em praças mais críticas.
“Parte dos fatores que pressionaram os distratos no 3T26 foi pontual, enquanto, para os demais, a empresa adotou medidas para mitigar impactos em sua carteira. Nesse contexto, a expectativa é que os cancelamentos voltem para patamares normalizados nos próximos períodos”, informou a Tenda.