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Tenda (TEND3) ganha força no Nordeste e segue como favorita do BTG; ação pode subir 47%

19 mar 2026, 12:00 - atualizado em 19 mar 2026, 12:00
Tenda, TEND3, Empresas, Ações, Investimentos
BTG Pactual mantém Tenda (TEND3) como top pick; avanço no Nordeste e ajustes nos projetos podem impulsionar alta de 47% das ações (Foto: Flávya Pereira/Money Times)

A Tenda (TEND3), focada em habitação popular, vem ganhando cada vez mais tração no Nordeste, um mercado considerado relevante para a construção civil, e pode apresentar melhora de margens nos próximos trimestres, segundo o BTG Pactual.

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Após visita às operações da companhia em Salvador (BA), o banco reforçou, em relatório, a visão positiva sobre a empresa, destacando que a região tem sido um dos potenciais motores de crescimento para a construtora.

A Tenda, inclusive, é a principal escolha (top pick) do BTG entre as incorporadoras voltadas à baixa renda. Para a instituição, as ações negociam a um múltiplo atrativo, de cerca de 6 vezes o lucro estimado para 2026, o que reforça o potencial de valorização.

O preço-alvo para os papéis é de R$ 44 para os próximos 12 meses, o que representa uma alta de aproximadamente 47% em relação à cotação atual, de R$ 30. Acompanhe o tempo real.



A força do Nordeste

No relatório, os analistas Gustavo Cambauva, Gustavo Fabris e Antonio Pascale destacam que o Nordeste já responde por uma fatia relevante do negócio da Tenda: cerca de 45% dos lançamentos e aproximadamente 40% do lucro bruto alcançado em 2025.

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No entanto, de acordo com o trio, o segmento de baixa renda na praça ainda é carente de oferta, apesar da forte demanda.

Além disso, a concorrência na localidade é limitada, e o ambiente regulatório mais complexo exige escala significativa para operar com rentabilidade, o que afasta empresas menores.

Nesse cenário, a Tenda se consolidou como líder nas faixas menores (1 e 2) do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) na região, com cerca de 36% de participação de mercado na Bahia, Ceará e Pernambuco.

“O mercado nordestino parece em grande parte com oferta insuficiente e baixa concorrência. Isso se deve principalmente a um cenário legal e regulamentar mais rigoroso, que exige uma escala significativa antes que operações se tornem rentáveis”, escreveram os analistas.

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Espaço para crescer

Mesmo com o avanço recente, o BTG afirma que a empresa vê espaço relevante para expansão na região, especialmente em João Pessoa (PB), onde abriu recentemente uma nova operação que pode alcançar, de acordo com projeções, cerca de 2,4 mil unidades lançadas já em 2027.

Segundo o relatório, a construtora também mantém perspectivas positivas para outras praças, como Curitiba, Minas Gerais e a Região Metropolitana de São Paulo, como parte da estratégia de atingir um mercado endereçável de 30 mil unidades por ano.

Margens podem surpreender positivamente

Outro ponto que chamou a atenção dos analistas foi a possibilidade de melhora nas margens, já que ajustes recentes nos produtos — como inclusão de varandas e áreas de lazer — permitiram à Tenda elevar os preços de venda dos imóveis sem aumento relevante de custos.

De acordo com eles, a empresa também vem ampliando sua exposição às faixas de maior renda dentro do Minha Casa, Minha Vida, com maior presença na Faixa 3 (até atingir cerca de 33% dos lançamentos) e retomada de projetos na Faixa 4, o que pode trazer impacto positivo adicional nos próximos resultados.

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“A administração da companhia destacou a sua perspectiva de margem positiva, dado que as alterações nos produtos e no mix permitiram ganhos de preço. Além disso, os custos estão totalmente controlados, com uma possível reversão das provisões no futuro”, destacou o BTG.

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Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
Jornalista formado e com MBA em Planejamento Financeiro e Análise de Investimentos. Passou pelas redações da TV Band, UOL, Suno Notícias e Agência Mural, e foi líder de conteúdo no 'Economista Sincero'. Hoje, atua como repórter no Money Times.
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