Tensão geopolítica, ouro em alta e Fed no radar: o que mexeu com os investidores hoje (20), no Giro do Mercado
Hoje (20), o olhar dos investidores se volta para as tensões geopolíticas envolvendo Donald Trump e, no cenário doméstico, aos desdobramentos do caso Master.
No Giro do Mercado desta terça-feira, a jornalista Paula Comassetto recebe João Soares, economista da Rio Negro Investimentos, para comentar os principais assuntos que mexem com os mercados globais.
O dia foi marcado pela alta do ouro e da prata, que alcançaram novas máximas, um reflexo da aversão dos investidores ao risco, influenciado pela postura mais agressiva dos Estados Unidos em relação à Groelândia e as disputas entre o presidente do país e o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).
De acordo com Soares, a dinâmica de conflitos geopolíticos tem marcado este início de ano, trazendo incerteza para o mercado. “O investidor gosta de ter uma previsibilidade do que vem pela frente para que ele possa tomar suas decisões de forma mais embasada. Quando essa visibilidade está um pouco mais turva, ele pede prêmio de risco”, apontou.
Sobre o cenário do mercado brasileiro, o especialista afirmou que uma possibilidade de corte de juros “sempre é positiva para a bolsa. A dúvida hoje no Brasil é sobre quando esse movimento começa, qual a magnitude e ao longo de quanto tempo isso pode acontecer, o que causa um pouco de volatilidade”.
Hoje, também está prevista a audiência da diretora do Fed, Lisa Cook, na Suprema Corte dos EUA. Ela se dá após o presidente Donald Trump tentar demiti-la do cargo no ano passado.
A percepção predominante entre investidores é de que o Judiciário deve apoiar Cook, embora o caso seja visto como um teste relevante para a independência do Fed.
Para os grandes bancos, o desfecho do julgamento tende a ser mais determinante para os mercados e para o futuro do Fed do que a escolha do próximo presidente da instituição.
No cenário doméstico, os principais destaques positivos do Ibovespa (IBOV) hoje foram C&A (CEAB3) , Magazine Luiza (MGLU3), Brava Energia (BRAV3), Sabesp (SBSP3), Azzas 2154 (AZZA3), Lojas Renner (LREN3) e Minerva Foods (BEEF3).
Já do lado negativo, Usiminas (USIM5), CSN (CSNA3), CSN Mineração (CMIN3) e Gerdau (GGBR4) foram ressaltadas pelo programa.