Tesouro Direto

Tesouro Direto hoje: Títulos renovam máximas com aumento da tensão entre EUA e Irã

10 jun 2026, 10:50 - atualizado em 10 jun 2026, 10:50
tesouro direto DIs Treasuries
(Imagem: Shutthiphong Chandaeng/Getty Images)

As taxas dos títulos do Tesouro Direto voltaram a abrir em alta nesta quarta-feira (10), com a maior parte dos papéis renovando os maiores níveis de rentabilidade dos últimos meses. O movimento ocorre em meio à deterioração das expectativas para os juros no Brasil e ao aumento das tensões geopolíticas após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Irã.

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Na comparação entre o fechamento de terça-feira (9) e a abertura desta quarta, os investidores passaram a exigir prêmios ainda maiores para financiar a dívida pública brasileira, pressionando os preços dos títulos e elevando suas taxas.

O destaque ficou para os papéis indexados à inflação. O Tesouro IPCA+ 2032 avançou de IPCA + 8,32% para IPCA + 8,38%, enquanto o Tesouro IPCA+ 2050 passou de IPCA + 7,36% para IPCA + 7,38%. Já o Tesouro IPCA+ 2040 subiu de IPCA + 7,67% para IPCA + 7,68%.

Entre os prefixados, o movimento também foi expressivo. O Tesouro Prefixado 2029 saltou de 14,89% para 15,02% ao ano, voltando a superar a marca dos 15%. O Prefixado 2032 avançou de 14,79% para 14,87%, enquanto o papel com juros semestrais e vencimento em 2037 passou de 14,70% para 14,79%.

Os títulos voltados para objetivos específicos também renovaram máximas. O Tesouro Educa+ 2027, por exemplo, saiu de IPCA + 8,56% para IPCA + 8,62%, enquanto o Educa+ 2030 passou de IPCA + 8,35% para IPCA + 8,40%. Nos papéis da família Renda+, as taxas também avançaram, com o Renda+ 2030 subindo de IPCA + 7,78% para IPCA + 7,80%.

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Mercado volta a discutir Selic mais alta

A abertura da curva de juros reflete uma mudança relevante nas expectativas do mercado para a política monetária brasileira.

Nas últimas semanas, investidores voltaram a considerar a possibilidade de a taxa Selic encerrar 2026 em patamares mais elevados do que os projetados anteriormente. A percepção é de que a inflação segue resiliente, enquanto as dúvidas sobre o equilíbrio das contas públicas continuam pressionando os ativos domésticos.

Esse cenário tem levado os agentes financeiros a exigir remunerações maiores principalmente nos títulos prefixados e indexados ao IPCA, que são mais sensíveis às expectativas futuras para os juros.

Oriente Médio adiciona pressão

O ambiente externo também contribuiu para o avanço das taxas.

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Nesta quarta-feira, Donald Trump afirmou que o Irã “demorou demais” para negociar um acordo e que agora o país “terá que pagar o preço”, sem fornecer detalhes adicionais. A declaração aumentou a cautela dos investidores em relação ao conflito no Oriente Médio.

Em momentos de maior incerteza geopolítica, o mercado costuma buscar proteção em ativos considerados mais seguros, o que aumenta a volatilidade global e acaba impactando também países emergentes como o Brasil.

Com isso, a combinação entre expectativas de juros elevados por mais tempo no mercado doméstico e o aumento da aversão ao risco no cenário internacional ajudou a impulsionar novamente os rendimentos oferecidos pelo Tesouro Direto na abertura desta quarta-feira (10).

Confira as taxas do Tesouro Direto nesta quarta-feira (10)

Título Rentabilidade Anual Investimento Mínimo Preço Unitário Vencimento
Tesouro Reserva 2036 Selic R$ 1,00 R$ 10,60 01/01/2036
Tesouro Selic 2031 Selic + 0,0743% R$ 191,25 R$ 19.125,00 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2029 15,02% R$ 7,00 R$ 700,89 01/01/2029
Tesouro Prefixado 2032 14,87% R$ 4,64 R$ 464,71 01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 14,79% R$ 8,04 R$ 804,18 01/01/2037
Tesouro IPCA+ 2032 IPCA + 8,38% R$ 28,81 R$ 2.881,24 15/08/2032
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 IPCA + 7,98% R$ 41,04 R$ 4.104,31 15/05/2037
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 7,68% R$ 16,64 R$ 1.664,17 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 IPCA + 7,71% R$ 39,84 R$ 3.984,22 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 7,38% R$ 8,53 R$ 853,61 15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 IPCA + 7,57% R$ 39,49 R$ 3.949,54 15/08/2060
Tesouro Renda+ 2030 IPCA + 7,80% R$ 18,81 R$ 1.881,69 15/12/2049
Tesouro Renda+ 2035 IPCA + 7,57% R$ 13,40 R$ 1.340,79 15/12/2054
Tesouro Renda+ 2040 IPCA + 7,43% R$ 9,58 R$ 958,90 15/12/2059
Tesouro Renda+ 2045 IPCA + 7,34% R$ 6,86 R$ 686,53 15/12/2064
Tesouro Renda+ 2050 IPCA + 7,29% R$ 4,89 R$ 489,86 15/12/2069
Tesouro Renda+ 2055 IPCA + 7,26% R$ 3,48 R$ 348,80 15/12/2074
Tesouro Renda+ 2060 IPCA + 7,26% R$ 2,46 R$ 246,18 15/12/2079
Tesouro Renda+ 2065 IPCA + 7,26% R$ 1,73 R$ 173,78 15/12/2084
Tesouro Educa+ 2027 IPCA + 8,62% R$ 37,02 R$ 3.702,77 15/12/2031
Tesouro Educa+ 2028 IPCA + 8,57% R$ 34,16 R$ 3.416,62 15/12/2032
Tesouro Educa+ 2029 IPCA + 8,50% R$ 31,58 R$ 3.158,37 15/12/2033
Tesouro Educa+ 2030 IPCA + 8,40% R$ 29,27 R$ 2.927,54 15/12/2034
Tesouro Educa+ 2031 IPCA + 8,29% R$ 27,20 R$ 2.720,43 15/12/2035
Tesouro Educa+ 2032 IPCA + 8,17% R$ 25,35 R$ 2.535,16 15/12/2036
Tesouro Educa+ 2033 IPCA + 8,06% R$ 23,66 R$ 2.366,00 15/12/2037
Tesouro Educa+ 2034 IPCA + 7,95% R$ 22,13 R$ 2.213,05 15/12/2038
Tesouro Educa+ 2035 IPCA + 7,86% R$ 20,69 R$ 2.069,99 15/12/2039
Tesouro Educa+ 2036 IPCA + 7,79% R$ 19,34 R$ 1.934,69 15/12/2040
Tesouro Educa+ 2037 IPCA + 7,73% R$ 18,08 R$ 1.808,36 15/12/2041
Tesouro Educa+ 2038 IPCA + 7,68% R$ 16,90 R$ 1.690,01 15/12/2042
Tesouro Educa+ 2039 IPCA + 7,64% R$ 15,78 R$ 1.578,55 15/12/2043
Tesouro Educa+ 2040 IPCA + 7,59% R$ 14,77 R$ 1.477,82 15/12/2044
Tesouro Educa+ 2041 IPCA + 7,56% R$ 13,80 R$ 1.380,60 15/12/2045
Tesouro Educa+ 2042 IPCA + 7,52% R$ 12,92 R$ 1.292,71 15/12/2046
Tesouro Educa+ 2043 IPCA + 7,49% R$ 12,09 R$ 1.209,31 15/12/2047
Tesouro Educa+ 2044 IPCA + 7,46% R$ 11,31 R$ 1.131,91 15/12/2048

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Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e pós-graduanda em Economia, Finanças e Banking pela USP Esalq. Atua desde 2023 na redação do Money Times e, atualmente, cobre Macroeconomia.
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