Tesouro Direto: IPCA ou Inflação? Pré ou pós-fixado? Os papéis mais indicados para 2026
A renda fixa foi um dos grandes destaques de 2025 e, segundo analisas dos mercados, deve continuar em evidência ao longo de 2026.
No ano passado, os títulos públicos se beneficiaram de um cenário de juros elevados, que manteve a renda fixa atrativa.
Para 2026, mesmo com a possibilidade de cortes da Selic, a manutenção das taxas de juros em patamares historicamente elevados preserva o potencial de atratividade dessa categoria de investimentos em termos de remuneração.
Além disso, quando considerado o retorno ajustado ao risco, a maior volatilidade observada em outras classes de ativos reforça o papel da renda fixa na composição dos portfólios.
Analistas do mercado destacam que o cenário ainda apresenta desafios, mas abre espaço para oportunidades, especialmente para investidores que priorizam estratégias de carrego e diversificação, afirmam.
As escolhas da XP na renda fixa
Na avaliação da XP Investimentos, a manutenção das taxas em patamares elevados abre espaço para retornos atrativos ajustados ao risco, especialmente com uma estratégia de diversificação e melhor calibração entre os diferentes indexadores.
Sobre os títulos atrelados à inflação, a casa avalia que, em um ano de provável queda de juros, mas no qual o risco fiscal tende a ganhar ainda mais relevância, essa classe se destaca por apresentar uma relação risco-retorno atrativa. A preferência é por vencimentos intermediários, com duration média de seis anos.
Em relação aos pós-fixados, os analistas avaliam que a Selic ainda em níveis elevados, apesar do afrouxamento monetário esperado, sustenta uma visão positiva para esses papéis, sobretudo para perfis conservadores e estratégias de curto prazo.
Já para os prefixados, eles apontam que a postura firme do Banco Central (BC) e um câmbio relativamente apreciado têm sustentado o otimismo com a classe. No entanto, o risco fiscal que deve acompanhar o período eleitoral reforça o risco de maior volatilidade.
BTG lista preferências para 2026
O BTG Pactual, por sua vez, destaca que os títulos prefixados com vencimentos de dois a três anos — como LTNs com vencimento em 2028 e 2029 — devem ser os principais beneficiários do movimento de fechamento da curva de juros (DI).
Na parcela indexada à inflação, a casa mantém preferência por NTN-Bs de vértices intermediários e longos, com destaque para o vencimento em 2035, e avalia que um fechamento marginal da curva real, de cerca de 30 pontos-base, já seria suficiente para que esses títulos superem os prefixados.
“Recomendamos uma posição pautada em títulos prefixados de curto e médio prazo, que tendem a capturar de forma mais imediata o movimento de queda da Selic, e NTNBs de vértices intermediários a longos, que oferecem proteção contra choques inflacionários e carrego real elevado”, dizem.
Onde investir na renda fixa?
| Casa | Prefixados | Pós-fixados | Indexados à inflação |
|---|---|---|---|
| XP Investimentos | “Recomendamos prazos médios de cerca de três anos e priorização da manutenção do investimento até a data do vencimento” | “Mantemos visão positiva para títulos pós-fixados, em especial para perfis conservadores e objetivos de curto prazo” | “Mantemos preferência por vencimentos intermediários (duration média de seis anos)” |
| BTG Pactual | “Títulos prefixados com vencimentos de dois a três anos – como LTNs com vencimento em 2028 e 2029” | — | “Preferência pelos vértices intermediários e longos das NTN-Bs, com destaque para o título com vencimento em 2035” |