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Tesouro recompra R$ 5,4 bilhões em títulos prefixados, em terceiro dia de intervenções

18 mar 2026, 12:42 - atualizado em 18 mar 2026, 12:47
dividendos
(Imagem: iStock/cokada)

O Tesouro Nacional recomprou nesta manhã de quarta-feira (18), em leilões extraordinários simultâneos, 3,15 milhões de Letras do Tesouro Nacional (LTN) e 4,42 milhões de Notas do Tesouro Nacional (NTN-F), ambos títulos prefixados, em um valor total de R$5,41 bilhões.

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No caso das LTN, foram recomprados 1,15 milhão de títulos para 01/01/2030, no valor financeiro de R$704,8 milhões, e outros 2 milhões de papéis para 01/01/2032 no valor de R$941,9 milhões.

No caso das NTN-F, foram recomprados 2,72 milhões de títulos para 01/01/2033, no valor de R$2,342 bilhões, e 1,7 milhão de papéis para 01/01/2035, no valor de R$1,421 bilhão.

Apesar de ter feito simultaneamente leilões de venda de LTN e NTN-F, o Tesouro não aceitou propostas nestes casos.

Terceiro dia de intervenções

Este é o terceiro dia de intervenções extraordinárias do Tesouro com o objetivo de eliminar distorções na curva de juros brasileira, em meio à forte pressão trazida pela guerra no Oriente Médio.

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Na semana passada, a aversão ao risco levou grandes investidores a venderem seus papéis, resultando em uma disparada nas taxas de juros. O Tesouro Prefixado 2029 atingiu a marca de 14,25% ao ano, enquanto o Tesouro IPCA+ 2032 chegou a oferecer um juro real de 7,93% — patamares não registrados há meses.

Diante do cenário, o Tesouro Nacional cancelou os leilões de venda de títulos indexados à inflação (17/03) e de prefixados (19/03). No lugar, promoveu leilões extraordinários de recompra, injetando liquidez no sistema:

  • Segunda-feira (16/03): Recompra de aproximadamente R$ 12,1 bilhões em títulos prefixados.
  • Terça-feira (17/03): Recompra adicional de R$ 9,05 bilhões.

Ao atuar como comprador, o governo gera uma demanda que sustenta os preços dos ativos e, consequentemente, reduz as taxas de retorno oferecidas pelo mercado, diminuindo o prêmio de risco.

*Com Reuters

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