INSS

Testemunha disse que Lulinha recebia mesada de R$ 300 mil do ‘Careca do INSS’, diz Viana

17 mar 2026, 10:04 - atualizado em 17 mar 2026, 10:49
Senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS (Imagem: Pedro França/Agência Senado)

O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), afirmou nesta segunda-feira (16) que não pode acusar Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de ter recebido dinheiro do esquema de desvios das aposentadorias. Mas ele ressaltou que uma testemunha disse que Lulinha recebia uma mesada de R$ 300 mil do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como principal operador das fraudes.

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“O governo blindou e nos impediu de quebrar o sigilo fiscal dele”, disse Viana, durante entrevista no Roda Viva, da TV Cultura. A quebra dos sigilos de Lulinha chegou a ser aprovada pela CPMI, mas foi derrubada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Antes da entrevista do senador, a defesa de Lulinha admitiu ao STF, pela primeira vez, que ele teve uma viagem a Portugal bancada por Antunes, preso sob suspeita de liderar um esquema de desvios em aposentadorias. Lulinha negou, porém, ter firmado qualquer negócio ou recebido valores do empresário.

Vorcaro

Carlos Viana também afirmou na entrevista que o telefone para o qual o Daniel Vorcaro, do Banco Master, mandou uma mensagem que teria como destino o ministro Alexandre de Moraes, do STF, é uma linha funcional da Corte.

Viana disse que pedirá esclarecimentos ao STF sobre quem estava em posse da linha na ocasião. Vorcaro escreveu “conseguiu bloquear?” na mensagem enviada no dia 17 de novembro, horas antes de ser preso pela primeira vez.

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“Em um país sério, Moraes seria afastado, assim como os parlamentares citados”, disse Viana, que ressaltou que o fato de o nome do ministro aparecer na lista de contatos do celular de Vorcaro não é um problema, já que o banqueiro montou uma grande rede de influência.

O nome de Viana também aparece entre os contatos, mas o senador disse que não conhecia Vorcaro antes da eclosão do escândalo.

Viana disse torcer para que Vorcaro feche um acordo de delação premiada. O senador afirmou também acreditar que o ministro André Mendonça, do STF, homologaria a colaboração, mesmo que outros ministros da Corte sejam citados.

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