TIM (TIMS3) dispara até 9% após resultados acima das expectativas; vale a pena comprar?
As ações da TIM (TIMS3) são o destaque positivo do Ibovespa (IBOV) no pregão desta quarta-feira (11), após o balanço do quarto trimestre de 2025 (4T25) vir acima das expectativas do mercado. A telecom apresentou alta de 27,9% no lucro líquido normalizado do quarto trimestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024, chegando a R$ 1,349 bilhão.
A receita líquida expansão de 4,4% no quarto trimestre, chegando a R$ 6,920 bilhões. Já a receita com serviços móveis avançou 4,8%, para R$ 6,305 bilhões.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado cresceu 9,7% no quarto trimestre, para R$ 3,672 bilhões. A margem Ebitda aumentou 2,6 pontos porcentuais, indo a 53,1%, o maior patamar já registrado pela operadora.
O indicador no critério “normalizado” exclui receitas e despesas que a TIM considera não recorrente.
Por volta de 11h30 (horário de Brasília), as ações TIMS3 disparavam 8,23%, a R$ 28,13. Na máxima até esse horário, os papéis chegaram a saltar 9,04%, a R$ 28,34 .Acompanhe o tempo real.
Na visão do Bradesco BBI, os resultados do trimestre reforçam a visão positiva sobre o negócio de telefonia móvel e provavelmente contribuirão para uma leve revisão para cima nas estimativas de consenso. A casa mantém a recomendação de Compra para as ações.
Analistas do BTG Pactual pontuam que a TIM apresentou um conjunto sólido de resultados no quarto trimestre, encerrando o que avaliam como “um ano excepcional”.
O banco destaca o crescimento de 5,1% em base anual da receita líquida de serviços, amplamente em linha com as estimativas. Além disso, a receita de serviços móveis (MSR) atingiu R$ 6,3 bilhões (alta de 4,8% no ano), enquanto a receita de telefonia fixa avançou 9,3% em base anual, superando as estimativas do BTG e o consenso em 6% e 7,5%, respectivamente.
Para o BTG, assumindo um cenário competitivo saudável, o setor deve permanecer capaz de expandir a receita líquida amplamente em linha com, ou ligeiramente acima, da inflação, ampliar as margens de Ebitda e manter o capex estável, dado que o próximo ciclo de investimentos ainda está distante.
“Nesse contexto, o crescimento de dois dígitos na geração de fluxo de caixa operacional, combinado com um fluxo crescente de dividendos, deve continuar atuando como um suporte estrutural para os preços das ações”, dizem os analistas.
O BTG tem recomendação de Compra para a TIM, com preço-alvo de R$ 22.
O que manter no radar?
O Itaú BBA avalia os resultados como ligeiramente positivos, após ficarem em linha com as estimativas de receita da casa e superarem em Ebitda e lucro líquido.
“No geral, o 4T25 entregou resultados consistentes com ganhos relevantes de rentabilidade. Reconhecemos que esses resultados sólidos já foram parcialmente refletidos no desempenho das ações da TIM (alta de 64% nos últimos 12 meses e 20% no acumulado do ano)”, ponderam os analistas.
O BBA espera que os investidores se concentrem na evolução da MSR da TIM ao longo do ano, bem como na implementação do repasse de preços no segmento pós-pago, que começou a ser comunicada no início do ano
“Além disso, possíveis fusões e aquisições (M&A) no segmento de fibra ou uma distribuição aos acionistas acima das expectativas do mercado — considerando as tendências positivas de geração de FCF — devem permanecer no radar dos investidores”, diz a casa.
Por ora, considerando a avaliação atual de 14 vezes o preço/lucro e um dividend yield (rendimento de dividendos) de 7,5% para 2026, juntamente com o desempenho recente das ações, o BBA mantém a recomendação Market Perform (equivalente à neutra) para o papel, com preço-alvo de R$ 24.
TIM assume 100% da I-Systems
A TIM também colocou no radar do mercado a decisão de avançar de vez no segmento de fibra óptica. A companhia anunciou nesta quarta (11) a aquisição dos 51% restantes da I-Systems, passando a deter 100% do capital da empresa de rede neutra.
Em fato relevante, a operadora informou que o seu conselho de administração aprovou a celebração de um contrato de compra e venda de ações (SPA) com a IHS Fiber Brasil. O valor da operação é de R$ 950 milhões, a serem pagos no fechamento do negócio.
Com a transação, a TIM, que já detinha 49% da I-Systems, tornará a companhia uma subsidiária integral.
*Com Estadão Conteúdo