TIM (TIMS3) fecha acordo de R$ 950 milhões para assumir 100% da I-Systems, empresa de fibra óptica
A TIM (TIMS3) decidiu avançar de vez no segmento de fibra óptica. A companhia anunciou nesta quarta-feira (11) a aquisição dos 51% restantes da I-Systems, passando a deter 100% do capital da empresa de rede neutra.
Em fato relevante, a operadora informou que o seu conselho de administração aprovou a celebração de um contrato de compra e venda de ações (SPA) com a IHS Fiber Brasil. O valor da operação é de R$ 950 milhões, a serem pagos no fechamento do negócio.
Com a transação, a TIM, que já detinha 49% da I-Systems, tornará a companhia uma subsidiária integral.
O que faz a I-Systems
A I-Systems atua no mercado brasileiro de rede neutra de fibra óptica, oferecendo infraestrutura independente para o segmento de atacado.
A empresa está presente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná, Bahia, Pernambuco e Amazonas.
Segundo a TIM, a companhia soma aproximadamente 9 milhões de domicílios cobertos (também chamados de homes passed).
Estratégia de banda larga
De acordo com a operadora, a aquisição faz parte da estratégia de fortalecimento no segmento de banda larga, que, ao longo de 2025, “demonstrou uma evolução significativa, recuperando sua capacidade de crescer a base de clientes e receita”.
“A iniciativa amplia a habilidade da empresa de aprimorar a qualidade dos serviços de conectividade, melhorando a experiência de seus clientes de maneira fim-a-fim”, afirmou a TIM no comunicado.
“Adicionalmente, este movimento posiciona a companhia de forma mais estratégica para buscar potenciais movimentos futuros no cenário de FTTH, mantendo uma atuação orientada à rentabilidade e à geração de caixa”, continuou.
Próximos passos
A conclusão da operação ainda depende do cumprimento de condições precedentes usuais, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), além de eventuais aprovações societárias.
Alta no lucro
A TIM apresentou alta de 27,9% no lucro líquido normalizado do quarto trimestre de 2025 (4T25) em relação ao mesmo período de 2024, chegando a R$ 1,349 bilhão.
O lucro vem principalmente do crescimento do negócio de internet móvel – puxado pelo segmento pós-pago – e de cortes de custos nas operações, com melhora da margem de lucro.
A operadora reportou ainda uma despesa financeira menor neste balanço, contribuindo para o avanço do resultado líquido.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado cresceu 9,7% no quarto trimestre, para R$ 3,672 bilhões.