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Totvs (TOTS3): Itaú BBA passa a tesoura no preço-alvo, mas ainda vê potencial de 61% para ação

30 jun 2026, 12:40 - atualizado em 30 jun 2026, 12:40
totvs-tots3
(Imagem: REUTERS/Aluisio Alves)

O Itaú BBA cortou o preço-alvo de Totvs (TOTS3) de R$ 60 para R$ 46 — o que, apesar da queda, ainda implica um potencial de valorização de 61,4% em relação ao fechamento anterior (29). A mudança, segundo o banco, reflete a volatilidade das ações de software com as incertezas relacionadas à inteligência artificial (IA).

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Com isso, houve um ajuste de preços mais forte concentrado em empresas de sistemas de gestão empresarial (ERP), como a Totvs. O movimento, no entanto, parece estar descolado dos “sólidos fundamentos” da companhia, na avaliação do BBA.

De acordo com o banco, a Totvs continua apresentando resultados consistentes, é negociada a 13,9 vezes o lucro ajustado projetado para 2027 (P/L ajustado) e ofere um crescimento anual composto (CAGR) de 23% no lucro por ação (EPS) ao longo dos próximos três anos. Diante desses fatores, o banco manteve a recomendação de compra.

“Também observamos que a avaliação atual parece incorporar premissas conservadoras para o longo prazo, sendo que tanto nossa análise da taxa interna de retorno nominal (IRR) para três anos quanto nosso modelo de Fluxo de Caixa Descontado Reverso (Reverse DCF) reforçam o potencial positivo da tese”, complementa o BBA.

Por volta das 11h53 (horário de Brasília), a TOTS3 recuava 1,79% (R$ 27,99). No mesmo horário, o Ibovespa (IBOV) caía 1%, aos 171.477 pontos.



Pessimismo com setor de softwares

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De acordo com a decomposição do ETF iShares Expanded Tech-Software Sector (IGV) dos Estados Unidos, o Itaú BBA considera que a liquidação, ou “sell-off” do setor foi concentrada em empresas de ERP, o que fez com que a Totvs negociasse mais próxima de pares globais do que em momentos anteriores.

Segundo os dados analisados pelo BBA, os segmentos de cibersegurança (+23%) e ativos digitais (+19%), por outro lado, tiveram ganhos com as narrativas relacionadas à IA.

“A principal questão passa a ser quando esse sentimento mudará. Em nossa visão, a recente recuperação do IGV (+6% nas últimas três sessões de negociação) demonstra que essa dinâmica pode se inverter rapidamente”, afirma o BBA.

Caso apareça uma narrativa mais forte sobre a otimização de tokens e uso mais eficiente da IA, a expectativa dos analistas do banco Maria Clara Infantozzi, Leonardo Cintra e Stephano Gabriel é de melhora no sentimento dos investidores em relação ao setor de software.

Mercado brasileiro de software ainda está em fase inicial

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Nas estimativas do BBA, o mercado brasileiro de ERP deverá crescer a uma taxa composta de 15% ao ano, superando o crescimento esperado de aproximadamente 9% para o mercado global.

Segundo o banco de investimentos, o crescimento deve ser impulsionado por:

  • maior penetração dos investimentos em tecnologia da informação;
  • migração para a nuvem;
  • substituição de processos manuais, sistemas legados e soluções instaladas localmente (on-premises).

Ainda assim, o banco considera que as preocupações globais relacionadas à IA devem continuar influenciando a narrativa estrutural do setor de software por algum tempo.

Para o BBA, esse efeito, porém, parece menos imediato no Brasil, onde muitas empresas ainda estão em processo de adoção de softwares corporativos básicos.

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“Olhando mais à frente, acreditamos que a Linx deverá ganhar maior relevância nos resultados de 2027 e 2028, inicialmente por meio da recuperação de margens, contribuindo para elevar o crescimento composto do lucro por ação entre 2026 e 2029 para aproximadamente 23%“, complementa o banco.

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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