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Totvs (TOTS3): Venda da Dimensa impulsiona valor patrimonial e foco no operacional, avaliam analistas; hora de comprar?

03 fev 2026, 12:23 - atualizado em 03 fev 2026, 12:23
(Imagem: Reprodução)

A venda da subsidiária Dimensa pela Totvs (TOTS3) para a Evertec Brasil deve gerar um impacto positivo no valor patrimonial da companhia e aumentar o foco no operacional da empresa, destacam analistas do mercado financeiro. A operação também é considerada como parte do racional estratégico ao simplificar as operações da Totvs.

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A empresa adquiriu a participação de 37,5% na Dimensa detida pela B3 (B3SA3por R$ 665 milhões.  

Às 11h44, a TOTS3 era negociada a R$ 45,43, alta de 0,80%. De modo geral, analistas seguem com recomendação de compra ou neutra. 

Posição de caixa 

O Safra avalia em relatório que o movimento de venda para a Evertec tem potencial para destravar R$ 1,4 bilhão em valor patrimonial para a Totvs, além de ter um valor de empresa estimado em R$ 950 milhões.  

A diferença entre o enterprise value e o equity value reforça a forte posição de caixa da Dimensa, que agora está sendo monetizada”, afirmam os analistas do Safra Silvio Dória e Carolina Carneiro.  

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Segundo o banco, a venda reforça a visão estratégica da empresa de desconsolidar o ativo e concentrar recursos em suas iniciativas de maior crescimento, como Cloud e IA.  

Apesar da venda ser favorável, o Citi manteve a recomendação neutra para TOTS3, devido à avaliação de que a precificação atual é justa, com potencial de valorização limitado em relação a outras companhias sob nossa cobertura. O preço-alvo do banco para a ação é de R$ 47. 

Foco da gestão 

Para o BTG Pactual, a venda da Dimensa para a Evertec implica em uma entrada líquida incremental de caixa de aproximadamente R$ 285 milhões para a Totvs.  

Além disso, o banco destaca que, de forma relevante, a operação destrava a capacidade da companhia utilizar cerca de R$ 450 milhões em caixa que antes estavam consolidados, mas restritos à Dimensa. 

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“O verdadeiro benefício estratégico está no aumento do foco da gestão: ao sair de um ativo non-core, sem sinergias e que não vinha gerando valor relevante, a Totvs pode redirecionar integralmente sua atenção e recursos para acelerar o crescimento de suas operações principais. Este é, em nossa visão, o aspecto mais positivo da transação”, dizem os analistas Osni Carfi, Carlos Sequeira e Victor Neder do banco. 

O BTG segue com recomendação de compra para TOTS3 e preço-alvo de R$ 55 para a ação. 

Impacto no lucro consolidado 

Citi projeta que a venda da Dimensa pela Totvs traga aproximadamente R$ 1,2 bilhão em valor líquido de mercado, após considerar um prêmio de 27% implícito na aquisição da participação minoritária da B3, de 37,5%.  

Dessa forma, o banco estima valor líquido de R$ 735 milhões para a participação da Totvs na Dimensa, cerca de 3% do valor de mercado da companhia.  

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O Citi, em contrapartida, prevê que a operação tenha um impacto negativo de cerca de 3% no lucro consolidado para 2026.  

O banco, ainda assim, considera que o racional estratégico de simplificação das operações e aumento da responsabilização sobre o negócio principal tende a se sobrepor ao desconto de valuation, especialmente em um momento que antecede a integração da Linx – aprovada na semana passada pelo Cade, sem restrições 

“Embora essa integração seja amplamente geradora de valor no médio e longo prazo, ela naturalmente envolve complexidade e riscos de execução no curto prazo”, afirmam os analistas Leandro Bastos, Luis Felipe Terzariol e Renan Prata. 

O Citi manteve a recomendação de compra da ação, com preço-alvo de R$ 52 

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A operação de venda da totalidade das ações da Dimesa pela Totvs ainda está sujeita às aprovações regulatórias, como a autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

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Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
Jornalista formada pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). É repórter de mercados do Money Times. Antes disso, atuou na cobertura de macroeconomia na Broadcast/Agência Estado.
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