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Trading: o que são contratos futuros e como funcionam?

02 jul 2026, 7:00 - atualizado em 01 jul 2026, 10:38
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(istock.com/da-kuk)

Nos contratos futuros, duas partes combinam, com antecedência, o preço de um ativo que será liquidado em uma data futura, com negociações realizadas em bolsa. Na prática, em vez de trocar o ativo na hora, o investidor define hoje quanto pagará ou receberá lá na frente.

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Esses contratos fazem parte do mercado de derivativos, ou seja, seu valor depende de outro ativo, como dólar, Ibovespa (IBOV), juros ou produtos agrícolas. Ao entrar nesse mercado, o investidor pode se posicionar esperando uma alta (compra) ou uma queda (venda) de preços, buscando ganho com essas oscilações.

Cada contrato tem um tamanho definido pela bolsa, que indica o quanto ele representa em dinheiro. Esse fator influencia diretamente o risco e o potencial de retorno da operação.

No caso do Ibovespa:

  • O contrato cheio acompanha R$ 1 por ponto do índice;
  • O minicontrato corresponde a R$ 0,20 por ponto.

Os minicontratos surgiram como uma porta de entrada para pessoas físicas. Eles exigem menos capital inicial e permitem uma exposição menor, mas seguem a mesma lógica dos contratos maiores.

Mini índice e mini dólar

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Entre os exemplos mais negociados estão o mini índice e o mini dólar. Esses ativos costumam atrair investidores iniciantes por conta da alta liquidez, o que também aumenta a volatilidade e cria mais oportunidades de operação ao longo do dia.

“Por exemplo, um mini índice subiu 1.000 pontos na abertura, mas logo depois ele caiu 800. A cada virada dessa, se o trader está com uma técnica eficaz, ele terá uma chance”, afirma a trader e influenciadora Paula Reis, conhecida nas redes sociais como “Mulher Trader”.

Ela ressalta que operações curtas também existem no mercado de ações, mas, nesses casos, os custos tendem a ser maiores e as variações de preço, menores ao longo do pregão.

Para que servem os contratos futuros?

Eles têm dois usos principais:

  • Proteção: empresas e produtores usam esses instrumentos para reduzir o impacto de oscilações. Um exportador, por exemplo, pode se proteger contra a queda do dólar.
  • Estratégia de ganho: investidores buscam aproveitar a variação de preços no curto prazo.

E como funcionam?

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O funcionamento segue uma sequência:

1. Entrada na operação
O investidor escolhe se quer comprar ou vender e envia a ordem pela corretora.

2. Margem de garantia
É necessário depositar um valor como garantia. Ele serve para cobrir possíveis perdas.

3. Ajuste diário
Todos os dias, a bolsa recalcula o valor da posição. Se o mercado se move a favor, há crédito; se vai contra, há débito.

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4. Reforço de margem
Se o saldo não cobre as perdas, a corretora pode exigir mais recursos.

5. Encerramento
O investidor pode sair antes do vencimento ao fazer a operação oposta. Caso contrário, o contrato segue até a data final.

Quais são os riscos?

O principal ponto de atenção está na alavancagem — mecanismo que permite operar valores maiores do que o capital disponível.

Paula Reis explica que esse efeito pode pesar contra o investidor. Ela exemplifica: “R$ 150 no mini dólar significa que se ele andar 15 pontos contra a operação, já comeu toda a margem depositada na alavancagem. E aí vai fazer uma coisa que a gente chama de ‘stopar’ pela corretora. A zeragem automática.”

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Nesse caso, o investidor é retirado da posição por falta de garantia. Além disso, pode haver cobrança de taxa pela zeragem. Essa dinâmica pode levar a um ciclo de perdas e novos aportes.

Apesar dos riscos, especialistas veem os minicontratos como ponto de partida. Segundo Lucas Costa, head de análise técnica do BTG Pactual, o ideal é começar pequeno e avançar gradualmente: “Com um minicontrato, você pode entender o mercado, sentir o mercado, se conhecer e entender os seus comportamentos quando você está ganhando ou perdendo.”

Leia mais sobre Trading:

*Sob supervisão de Vitor Azevedo

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Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
Estagiário no Money Times e estudante de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Foi trainee e repórter freelancer na Folha de S.Paulo.
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