Guerra

Tráfego no Estreito de Ormuz diminui à medida que incerteza persiste

19 ago 2026, 9:11 - atualizado em 19 ago 2026, 9:12
Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam
Embarcações no Estreito de Ormuz, vistas de Musandam, Omã 3 de agosto de 2026 REUTERS/Stringer

O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz diminuiu, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (19), já que a maioria dos armadores evitou essa importante via navegável devido à falta de sinais claros sobre sua reabertura após o bloqueio imposto durante a guerra com o Irã.

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Seis navios de carga cruzaram o estreito na terça-feira (18), segundo dados da Kpler divulgados às 23h58 (horário de Brasília), uma queda em relação aos nove do dia anterior e abaixo da média diária dos últimos 10 dias, que é de 11.

O tráfego de entrada incluiu um superpetroleiro vazio que seguiu pelo lado de Omã do estreito, bem como dois petroleiros, um de médio porte e outro de porte intermediário, segundo os dados.

Dois petroleiros de médio porte e um navio pós-Panamax saíram do estreito.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que não havia negociações em andamento com o Irã e insistiu que o Estreito de Ormuz estava aberto, contrariando a afirmação do Irã de que ele permanecia fechado à navegação.

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A via navegável era responsável por um quinto dos embarques mundiais de petróleo bruto e gás natural liquefeito antes da guerra.

À medida que preocupações com a segurança restringem os embarques de petróleo para o maior importador do mundo, duas gigantes chinesas do transporte marítimo — que costumavam transportar metade das importações de petróleo do Oriente Médio antes da guerra — mantêm seus petroleiros fora do Estreito de Ormuz e de Bab el-Mandeb desde o final de julho, segundo a Vortexa, empresa especializada em rastreamento de petroleiros, e uma corretora marítima.

No Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, onde os houthis, um grupo militante do Iêmen, declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita em 20 de julho, dados da Kpler mostraram 30 passagens de navios de carga no fim de semana, contra 19 na semana anterior.

Não foram rastreados carregamentos de petróleo sauditas.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.

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