Internacional

Trump lança Conselho da Paz que alguns temem que rivalize com a ONU

22 jan 2026, 8:29 - atualizado em 22 jan 2026, 8:29
Presidente dos EUA, Donald Trump 16/10/2025 REUTERS/Jonathan Ernst
Trump, que presidirá o conselho, convidou dezenas de outros líderes mundiais a participarem. (16/10/2025 REUTERS/Jonathan Ernst)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou na quinta-feira seu Conselho da Paz, inicialmente focado em consolidar o cessar-fogo de Gaza, mas que, segundo ele, pode assumir um papel mais amplo com chance de preocupar outras potências globais, embora tenha dito que trabalharia com as Nações Unidas.

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“Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas”, disse Trump, acrescentando que a ONU tem um grande potencial que não foi totalmente utilizado.

Trump, que presidirá o conselho, convidou dezenas de outros líderes mundiais a participarem, dizendo que deseja que o conselho trate de desafios que vão além da trégua vacilante em Gaza, o que despertou dúvidas de que isso poderia abalar o papel da ONU como a principal plataforma para a diplomacia global e a resolução de conflitos.

Outras grandes potências e aliados ocidentais tradicionais dos EUA hesitaram em entrar para o conselho, o qual Trump diz que os membros permanentes devem ajudar a financiar com um pagamento de US$1 bilhão cada, respondendo com cautela ou recusando o convite.

Representantes de países apresentados como membros fundadores estavam presentes na sala enquanto Trump falava. Mas a Reuters não conseguiu identificar imediatamente nenhum representante de governos de outras grandes potências globais ou de Israel ou da Autoridade Palestina.

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A cerimônia de assinatura foi realizada em Davos, na Suíça, onde acontece anualmente o Fórum Econômico Mundial, que reúne líderes políticos e empresariais.

Papel global

Além dos EUA, nenhum outro membro permanente do Conselho de Segurança da ONU — as cinco nações com maior poder de decisão sobre a lei internacional e a diplomacia desde o fim da Segunda Guerra Mundial — ainda se comprometeu a participar.

A Rússia disse no final da quarta-feira que estava estudando a proposta depois que Trump afirmou que ela se juntaria. A França se recusou. O Reino Unido disse na quinta-feira que não estava aderindo no momento. A China ainda não declarou se vai aderir.

A criação do conselho foi endossada por uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas como parte do plano de paz de Trump para Gaza, e o porta-voz da ONU Rolando Gomez disse na quinta-feira que o envolvimento da ONU com o conselho seria apenas nesse contexto.

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No entanto, cerca de 35 países se comprometeram a participar, incluindo Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Belarus.

Poucos dos países que se inscreveram no conselho são democracias, embora Israel e Hungria, cujos líderes são vistos como aliados próximos de Trump e apoiadores de sua abordagem de política e diplomacia, tenham dito que se juntarão.

“Há um enorme potencial com as Nações Unidas, e acho que a combinação do Conselho da Paz com o tipo de pessoas que temos aqui … poderia ser algo muito, muito único para o mundo”, disse Trump.

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A Reuters é uma das mais importantes e respeitadas agências de notícias do mundo. Fundada em 1851, no Reino Unido, por Paul Reuter. Com o tempo, expandiu sua cobertura para notícias gerais, políticas, econômicas e internacionais.
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