Tarifas do Trump

Trump prepara nova rodada de tarifas, diz jornal

21 jul 2026, 8:38
tarifas de trump estados unidos (1)
(Imagem REUTERS/Dado Ruvic/Imagem ilustrativa)

O governo dos Estados Unidos estuda impor novas tarifas a dezenas de países ainda nesta semana, em um movimento para substituir a tarifa global temporária de 10% sobre importações, cuja validade expira na próxima sexta-feira (24). As informações foram publicadas pelo Financial Times e repercutidas pela Reuters.

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Segundo o jornal britânico, as novas taxas devem ficar inicialmente em torno dos atuais 10%, mas a Casa Branca também trabalha em investigações comerciais que poderão dar respaldo legal para a adoção de tarifas mais elevadas no futuro.

Desde o início de seu segundo mandato, Donald Trump colocou as tarifas no centro de sua estratégia econômica. Após a Suprema Corte dos EUA derrubar parte das amplas tarifas implementadas com base em poderes de emergência, a administração recorreu à Seção 122 da Lei de Comércio de 1974 para estabelecer uma tarifa temporária de 10% sobre as importações.

Para manter as barreiras comerciais em vigor, o governo pretende utilizar a Seção 301 da mesma legislação, que permite impor tarifas em resposta a práticas consideradas discriminatórias ou prejudiciais aos interesses comerciais americanos.

De acordo a Bloomberg, a nova ofensiva comercial poderá ser baseada em acusações de que diversos países não combatem adequadamente a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs tarifas de 10% ou 12,5% sobre importações provenientes de cerca de 60 países, que juntos respondem por praticamente todas as compras externas americanas.

O relatório divulgado pelo USTR em junho avaliou se os países investigados possuem restrições formais à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e se aplicam essas regras de forma efetiva. Segundo o site, o estudo não procurou determinar se esses países efetivamente utilizam trabalho forçado na produção, mas sim se mantêm mecanismos adequados de fiscalização.

A Bloomberg destaca que as tarifas variariam de acordo com critérios específicos, incluindo a existência de acordos comerciais com os Estados Unidos. O plano também prevê tratamento diferenciado para determinados produtos têxteis e de vestuário.

Países afetados pelas tarifas

Entre os alvos das medidas anteriores da Seção 301 está o Brasil. As tarifas aplicadas, que entram em vigor amanhã, somam 25%, embora diversos produtos de consumo, como café e carne bovina, permaneçam isentos.

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Além da investigação ligada ao trabalho forçado, o governo Trump abriu outro processo para avaliar se 15 países e a União Europeia mantêm capacidade industrial excedente capaz de prejudicar a indústria americana. Entre os países investigados estão China, Índia, Japão, México, Coreia do Sul, Taiwan, Vietnã e Tailândia.

Paralelamente, a administração também avança na ampliação das chamadas tarifas setoriais.

Após sobretaxas sobre alumínio, automóveis, autopeças, cobre e madeira, a Casa Branca anunciou planos para impor tarifas de até 100% sobre determinados produtos farmacêuticos a partir do fim de julho, com exceções para empresas que tenham firmado acordos com o governo americano e para medicamentos patenteados produzidos em países com acordos comerciais com os EUA.

Ontem, o governo norte-americano anunciou uma tarifa de 50% sobre uma ampla gama de produtos canadenses em resposta ao que chamaram de “tratamento discriminatório” do Canadá em relação a carros, bebidas alcoólicas e laticínios dos EUA.

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Coordenadora de redação
Formada em Jornalismo pela PUC-SP, tem especialização em Jornalismo Internacional. Atua como coordenadora de redação no Money Times e já trabalhou nas redações do InfoMoney, Você S/A, Você RH, Olhar Digital e Editora Trip.
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