Guerra Comercial

Trump propõe nova tarifa de 12,5% contra Brasil e cerca de 60 países por trabalho forçado

03 jun 2026, 5:29 - atualizado em 03 jun 2026, 5:29
Presidente dos EUA, Donald Trump 21 de maio de 2026 REUTERS/Kevin Lamarque
Donald Trump anuncia novas tarifas com base em investigações comerciais (Reuters/Kevin Lamarque)

Em uma nova onda de anúncios de tarifas, o governo de Donald Trump anunciou na noite desta terça-feira (2) que pretende impor uma nova taxa de 12,5% a importações do Brasil e a cerca de 60 países.

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A nova medida ocorre após nova investigação comercial com base na Seção 301 da Lei de Comércio Americana, que alega “falha em impor e aplicar efetivamente uma proibição à importação de bens produzidos com trabalho forçado”.

O Brasil integra um grupo de 46 países que tiveram a taxa fixada em 12,5% pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). Por sua vez, Argentina, Bangladesh, Camboja, Canadá, El Salvador, Equador, Guatemala, Indonésia, Malásia, México, Paquistão, Reino Unido, Taiwan e União Europeia seriam submetidos à tarifa adicional de 10%.

Segundo o jornal o Estado de S.Paulo, caso seja aplicada, a cobrança, de 12,5% no caso do Brasil, se somaria aos 25% anunciados um dia antes propostos após a conclusão da investigação sobre “práticas incoerentes” do País com os EUA.

Assim como o tarifaço anterior contra o Brasil, uma audiência pública para discutir a nova proposta tarifária será realizada no dia 7 de julho, em Washington.

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Importação descuidada

O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirma que o comércio dos EUA está em desvantagem de competição global por restringir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

“A falha dos nossos parceiros comerciais mais importantes em enfrentar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que os trabalhadores americanos são forçados a competir globalmente em condições desiguais. Não toleraremos mais essa disparidade”, disse Greer

Em sua investigação, o USTR entendeu que alguns países mecanismos e compromissos para impedir a importação de produtos provenientes do trabalho forçado que justificariam a tarifa menor.

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Com informações do Estadão

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Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
Jornalista formado pela Universidade Municipal de São Caetano, tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/USP e pós-graduação em Gestão de Marketing pela ESPM. Tem mais de 25 anos de experiência em redações e comunicação corporativa, com atuação em Economia, Finanças, Agronegócio, Infraestrutura, Política e Cidades. Vive em Madrid desde 2021 e é colaborador do Money Times.
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