Internacional

Turbulência em mercados emergentes persiste com avanço do vírus

23 mar 2020, 10:53 - atualizado em 23 mar 2020, 10:53
Lojas, Varejo, coronavírus
Uma desaceleração dos casos da Itália pode ajudar, mas a estabilização dos mercados nos EUA é improvável quando os casos ativos aumentam quase 40% ao dia (Imagem: REUTERS/Sergio Moraes)

A calma de sexta-feira nos mercados emergentes mostrou ser passageira devido à piora da pandemia de coronavírus na Europa e nos Estados Unidos no fim de semana.

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Investidores de ativos de países em desenvolvimento esperam novas medidas de estímulo monetário e fiscal de governos de todo o mundo nesta semana. Mas mesmo isso pode não ser suficiente para impulsionar os mercados, que sofreram a queda mais rápida em mais de uma geração.

Charles Robertson, economista-chefe da Renaissance Capital, em Londres, disse que o pessimismo é cada maior entre investidores. “A prova de que o vírus está sendo controlado é necessária antes que investidores comecem a se concentrar nas consequências econômicas dos bloqueios.

Uma desaceleração dos casos da Itália pode ajudar, mas a estabilização dos mercados nos EUA é improvável quando os casos ativos aumentam quase 40% ao dia. Achamos que precisamos ver pelo menos metade desse número.”

Chegou a hora do Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial, g-7 e China oferecerem “suporte significativo” aos mercados emergentes, disse.

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As ações de mercados emergentes caíram quase 10% na semana passada e chegaram a mostrar baixa de 5% na segunda-feira. Uma análise da relação preço/lucro estimada sugere um quadro ainda pior.

Com base em estimativas para os próximos 12 meses, o índice de ações emergentes do MSCI caiu de 13,1 vezes o lucro projetado em janeiro, o nível mais alto em quase 10 anos, para 10,2 vezes. Durante a crise financeira global de 2008, o indicador caiu abaixo das seis.

A turbulência também continua no mercado de câmbio. A rupia da Indonésia é negociada perto de um recorde de baixa. O peso mexicano acumula queda superior a 10% em relação ao dólar desde o início da semana passada.

A desvalorização do rublo russo acompanhou de perto a queda do preço do petróleo Brent, que se aproximou de US$ 25 o barril. Nem importadores de petróleo são poupados: o rand da África do Sul caiu para uma mínima histórica.

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