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Volta da Microsoft: Veja as 10 melhores BDRs para investir em fevereiro com turbulência global, segundo a Empiricus

02 fev 2026, 11:13 - atualizado em 02 fev 2026, 11:13
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(Imagem: REUTERS/Gonzalo Fuentes)

Neste mês de fevereiro, a Empiricus Research apresentou alterações na sua carteira recomendada de ações internacionais. A relação de ações indicadas é formada por Brazilian Depositary Receipts (BDRs).

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A primeira mudança foi a saída de AT&T e entrada de Microsoft (MSFT34), com peso de 5%. Além disso, as ações de TSMC (TSMC34) e Alibaba foram rebaixadas para os pesos de 10% e 5%, respectivamente.

Berkshire Hathaway (BERK34) e Visa tiveram seus pesos elevados para 15% e 10%, respectivamente.

Segundo o analista Enzo Pacheco, que assina o relatório, o ano começou com incertezas e turbulências causadas, em muito, pelo cenário geopolítico de tensões frequentes, especialmente com a imprevisibilidade das decisões dos Estados Unidos, adotadas pelo presidente Donald Trump.

Em janeiro, o mercado acreditava que o período de instabilidade nas disputas comerciais havia passado, mas Trump reacendeu o risco com novas tarifas e ameaças aplicadas contra países europeus, e países que negociassem com o Irã e a China.

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O analista ainda reforça questões internas dos Estados Unidos, como inseguranças institucionais com a Suprema Corte e o Federal Reserve e medidas que “vão de encontro a cartilha liberal”.

De acordo com o relatório, ainda que Trump tenha flexibilizado o comportamento em alguns desses conflitos, os investidores “preferiram continuar diversificando seus portifólios para ativos fora dos Estados Unidos ou que protegessem de uma piora na inflação”.

Diante dessas questões, o dólar performou em queda no início deste ano, enquanto o ouro, considerado um ativo de segurança em períodos de turbulência, superou as expectativas do mercado para o final do ano. Esse cenário ainda impactou mercados ao redor do mundo, que apresentaram bons resultados em janeiro.

Sobre a saída de AT&T, o analista justifica que a estratégia visa abrir espaço para alocar recursos em “outros ativos que aparentam ter uma melhor relação risco-retorno no momento”.

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Pacheco ainda fez uma ressalva, apontando que a queda da companhia também é um reflexo dos resultados abaixo do esperado em setembro do ano passado, mas que ainda existe a possibilidade de retorno para a carteira nos próximos meses, “caso os indicadores técnicos mostrem uma certa acomodação nos próximos meses”.

Em relação à Alibaba e TSMC, o relatório segue “a mesma lógica de liberar recursos para outras teses mais atrativas no momento”. Todavia, Pacheco ainda recomenda manter alguma exposição nesses papéis, que podem se beneficiar de uma continuidade na diversificação dos investidores globais.

Já o aumento do peso de Berkshire Hathaway e Visa tem como objetivo equilibrar a composição da carteira com a exposição elevada de outros ativos de risco.

A primeira teve uma recente mudança de CEO, que impactou na confiança dos investidores, mas segue como uma opção interessante para uma piora no sentimento dos mercados. Já a segunda apresentou um resultado recente acima das expectativas, mas ainda é negociada por um múltiplo Preço/Lucro projetado próximo das mínimas dos últimos cinco anos, patamar que representa um bom ponto de entrada do ativo.

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A carteira de fevereiro também contou com a adição da Microsoft, que retornou para as indicações após forte queda pós-resultado.

Conforme o relatório, o ativo não é barato, mas ainda compensa o investimento. Para o analista, a reação do mercado foi exagerada após uma projeção de receita para o próximo trimestre levemente abaixo do esperado. Além disso, a Microsoft continua apresentando crescimento relevante com margens muito elevadas.

Dessa forma, a Empiricus aposta em uma entrada cautelosa de 5% na carteira, mas não descarta um possível aumento da posição futuramente, se o mercado se estabilizar.

As 10 melhores ações internacionais para investir em fevereiro:

Empresa Ticker/BDR Peso (%)
Amazon AMZO34 15
Novo Nordisk N1VO34 15
Berkshire Hathaway BERK34 15
Alphabet GOGL34 10
Coinbase C2OI34 10
TSMC TSMC34 10
Visa VISA34 10
Alibaba BABA34 5
Baidu BIDU34 5
Microsoft MSFT34 5

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Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
Repórter estagiária no Money Times e jornalista em formação pela Universidade de São Paulo, com passagem pela Sapienza Università di Roma. Antes, trabalhou no UOL, no Terra e no Laboratório Agência de Comunicação da ECA-USP.
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