Ucrânia promete retaliar após ataques russos ao setor de energia

Ataques de drones russos a instalações de energia elétrica no norte e no sul da Ucrânia durante a noite deixaram quase 60 mil pessoas sem eletricidade do país e o presidente ucrâniano, Volodymyr Zelenskiy, prometeu retaliar ordenando mais ataques contra o interior do território da Rússia.
Após três anos e meio de guerra, Rússia e Ucrânia intensificaram ataques aéreos nas últimas semanas. A Rússia tem como alvo sistemas de energia e transporte da Ucrânia, enquanto a Ucrânia tem atacado refinarias de petróleo e oleodutos russos.
“Continuaremos com nossas operações ativas exatamente da maneira necessária para a defesa da Ucrânia. As forças e os recursos estão preparados. Novos ataques profundos também foram planejados”, disse Zelenskiy na rede social no X depois de se reunir com o principal general da Ucrânia, Oleksandr Syrsky.
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A maior empresa privada de energia da Ucrânia, a DTEK, disse que drones russos atacaram quatro instalações de energia na região de Odesa durante a noite, e as autoridades locais informaram que 29.000 pessoas ficaram sem eletricidade no início deste domingo.
A cidade portuária de Chornomorsk, nos arredores de Odessa, foi a mais atingida, onde casas e prédios administrativos também foram danificados, disse Oleh Kiper, governador da região de Odessa.
“A infraestrutura crítica está operando com geradores”, disse Kiper no aplicativo de mensagens Telegram. Uma pessoa ficou ferida no ataque, disse ele.
A empresa de energia DTEK disse que o trabalho de reparo emergencial começará assim que os militares derem autorização.
Em águas próximas ao porto de Chornomorsk, um graneleiro civil com a bandeira de Belize sofreu pequenos danos após atingir um dispositivo explosivo desconhecido, disseram duas fontes à Reuters sob condição de anonimato.
Chornomorsk é um dos três portos ucranianos que operam em um corredor de transporte marítimo que liga o Mar Negro ao Mediterrâneo.
Drones
Os drones russos também atacaram a região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, no início do domingo, danificando a infraestrutura de energia e deixando 30 mil residências sem eletricidade, incluindo parte da cidade de Nizhyn, disse o governador local Viacheslav Chaus.
Os militares ucranianos disseram que a Rússia atacou a Ucrânia com 142 drones durante a noite e suas forças de defesa aérea conseguiram abater a maioria deles, mas os drones atingiram 10 locais.
O Ministério da Defesa da Rússia disse que suas forças atingiram a infraestrutura portuária ucraniana que, segundo ele, era usada para fins militares.
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A Reuters não conseguiu verificar os relatos de forma independente.
A intensificação dos combates nas últimas semanas ocorre no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirma liderar um esforço para acabar com a guerra, que começou em fevereiro de 2022, quando Moscou invadiu a Ucrânia.
Os militares ucranianos disseram no domingo que, apesar das alegações de Moscou de uma ofensiva de verão bem-sucedida, as forças russas não conseguiram obter o controle total de nenhuma grande cidade ucraniana e números “grosseiramente exagerados” em relação aos territórios capturados.
O chefe do Estado-Maior da Rússia, Valery Gerasimov, disse no sábado que, desde março, a Rússia havia capturado mais de 3.500 quilômetros quadrados de território na Ucrânia e assumido o controle de 149 aldeias.
“Apesar das afirmações de Gerasimov, as forças russas não obtiveram controle total sobre nenhuma cidade importante”, disse o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia em um comunicado nas redes sociais.
O Kremlin disse neste domingo que as potências europeias estão atrapalhando os esforços de paz de Trump e que a Rússia continuará a operação na Ucrânia até que Moscou veja sinais reais de que Kiev está pronta para a paz.