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Usiminas (USIM5) cai 5% na B3: Bancão gringo rebaixa ação e caso com CSN estão no pano de fundo; entenda

29 jul 2024, 14:36 - atualizado em 29 jul 2024, 15:35
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Usiminas enfrenta mais um pregão de queda e sofre corte de recomendação do Bank of America (Imagem: REUTERS/Alexandre Mota)

As ações da Usiminas (USIM5) enfrentam mais um pregão difícil nesta segunda-feira (29), recuando mais de 5% no O Ibovespa (IBOV), com o corte de recomendação do Bank of America (BofA) e caso envolvendo a CSN (CSNA3) no pano de fundo.

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Na sexta-feira (26), as ações da siderúrgica viveram uma verdadeira sangria, com queda de 23% após o balanço do segundo trimestre de 2024, que desapontou o mercado.

O BofA tinha recomendação neutra para USIM5, no entanto, rebaixou para underperfom (desempenho esperado abaixo da média do mercado, equivalente a “venda”), re reduziu o preço-alvo de R$ 9 para R$ 6, incorporando os números reportados.

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O consenso do rebaixamento teve como justificativa o Ebtida (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado (excluindo os extraordinários) chegando a R$ 295 milhões, 34% abaixo da expectativa do BofA e Bloomberg,

Ainda, o banco gringo reduziu a previsão de Ebtida para 2024 e 2025 em 18% e 17%, respectivamente.

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“Em última análise, vemos agora a Usiminas sendo negociada a 6,4x EV/Ebtida para 2024 e gerando 7,1% de FCF (Fluxo de Caixa Livre). Para o próximo ano vemos isso em 4,1x EV/Ebtida e gerando Rendimento FCF de 6,1% que embora a melhoria ainda esteja distante e as incertezas permanecem na execução”.

Além disso, os analistas do banco ponderam que investimentos adicionais relacionados a uma vida útil da mina a extensão na divisão mineira também poderia ser anunciada em 2025, pressionando o FCF para o campo negativo.

Usiminas e caso com a CSN

Nesta segunda-feira (29), a Usiminas divulgou fato relevante confirmando que houve determinação da Justiça para que a CSN reduza sua participação na siderúrgica de 12,9% para menos de 5% do capital social.

O processo deve ser realizado por meio da alienação de ações, conforme estabelecido no Termo de Compromisso de Desempenho, assinado em 2014, entre a CSN e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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A companhia confirma ainda que houve o decurso do prazo estipulado pelo juízo para a alienação das ações, sem que a CSN tenha cumprido tal decisão judicial.

O fato relevante foi divulgado após notícia publicada na imprensa acerca do tema. A Usiminas destaca que a ação judicial está atualmente em curso e corre em segredo de justiça.

Segundo reportagem publicada na sexta-feira (26) pela Folha de S. Paulo, a Quarta Turma do TRF-6 (Tribunal Regional Federal da 6ª Região) manteve uma decisão de primeira instância que obriga a CSN a vender suas ações da Usiminas até ter sua participação reduzida a menos de 5% do capital total.

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Segundo o jornal, a discussão na Justiça Federal de Minas Gerais foi apresentada pela Usiminas contra o Cade, visando manter os efeitos do compromisso fechado em 2014.

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A CSN começou a adquirir ações da Usiminas em 2011 até chegar a 17,43%, assumindo o posto de principal acionista individual. A Usiminas entendeu o movimento como uma tentativa de ganhar influência sobre uma concorrência, e por isso recorreu ao Cade.

No entanto, conforme o jornal, o prazo para a redução da participação não foi cumprido e foi, inclusive, alterado pelo Cade, que determinou que a CSN poderia mantê-la por tempo indeterminado, contanto que não usasse os papéis para exercer direitos políticos.

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Repórter
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.
lorena.matos@moneytimes.com.br
Formada em jornalismo pela Universidade Nove de Julho. Ingressou no Money Times em 2022 e cobre empresas.