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Usiminas (USIM5): ‘Tesouro’ escondido pode impulsionar as ações em mais de 20% nos próximos meses

19 maio 2026, 12:12 - atualizado em 19 maio 2026, 12:12
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(Imagem: REUTERS/Alexandre Mota)

As ações da Usiminas (USIM5) subiram mais de 82% desde a última elevação da recomendação e do modelo do Itaú BBA para a companhia, em outubro do ano passado. Apesar da forte valorização, de 60 pontos percentuais acima do Ibovespa (IBOV) no período, o banco ainda vê espaço para novas altas.

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Para os analistas do Itaú BBA, há um “tesouro” escondido que pode impulsionar o Fluxo de Caixa Livre (FCF) nos próximos meses: os benefícios fiscais retroativos de Juros sobre Capital Próprio (JCP).

Em janeiro, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) definiu que as empresas podem deduzir, para fins de Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL), os valores de JCP referentes a exercícios anteriores — conhecido também como JCP retroativo.

Ou seja, a empresa pode pagar ou registrar JCP “atrasado” de anos passados e ainda assim usar esse valor como despesa dedutível para reduzir impostos. No caso de Usiminas, retroativos a 1996.

“Embora o timing permaneça incerto, estimamos entre R$ 1,7 bilhão e R$ 3,6 bilhões em benefícios fiscais, equivalente a 15% a 32% do valor de mercado atual”, afirmou a equipe liderada por Daniel Sasson em relatório divulgado nesta terça-feira (19). “Isso poderia melhorar substancialmente a geração de FCF, caso monetizado”, acrescentou.

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A equipe avalia como a medida como uma opcionalidade não precificada pelo mercado, com um “upside relevante” e “potencialmente de alto valor”, ainda que não esteja incorporado no modelo do banco para a companhia.

O Itaú BBA tem recomendação de compra para USIM5. O banco elevou o preço-alvo das ações de R$ 9 para R$ 11 no final deste ano, o que representa um potencial de valorização de 21,8% sobre o preço de fechamento de ontem (18).

Nesta terça-feira (19), USIM5 lidera os ganhos do Ibovespa, em dia de forte aversão a risco doméstica. Por volta de 11h45 (horário de Brasília), as ações subiam 1,99%, a R$ 9,21. Acompanhe o Tempo Real.



Mais motivos para comprar USIM5

Além da questão do JCP retroativo, os analistas do Itaú BBA avaliam que o mercado doméstico de aço já mostra condições “mais firmes” com recentes aumentos de preços, apoiados por fretes mais altos e preços globais do aço mais fortes em meio ao conflito no Irã.

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“Acreditamos que o impacto mais significativo das medidas antidumping ainda não foi refletido nos preços domésticos. À medida que as importações começarem a cair, esperamos maior aperto no mercado, abrindo caminho para um ambiente de preços mais construtivo a partir do terceiro trimestre deste ano”, diz o relatório.

O Itaú BBA também considera que o valuation de USIM5 permanece ‘atrativo’, especialmente considerando o efeito positivo dos repasse dos preços mais altos do aço para 2027 – “o que deve impulsionar significativa expansão de Ebitda e geração de FCF”, na visão dos analistas.

O que esperar de Usiminas?

Com a visão otimista para a companhia, o banco revisou as estimativas para a mineradora após os resultados do primeiro trimestre (1T26) – que os analistas classificaram como “melhores do que o esperado”. O Ebitda, por exemplo, ficou R$ 150 milhões acima das estimativas do banco, com a melhora nos custos.

De olho na melhoria nos custos no primeiro semestre deste ano e a perspectiva positiva para os preços de aço a partir do terceiro trimestre, o banco projeta um Ebitda de R$ 3 bilhões em 2026, 31% maior do que a estimativa anterior.

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Para 2027, O bancoprevê Ebitda de R$ 3,6 bilhões, alta de 15% em relação à projeção anterior.

Os números também estão acima do consenso do mercado.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter do MoneyTimes e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise politica da XP Investimentos.
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