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Vale (VALE3): BB eleva preço-alvo, mas segue cauteloso com papel

10 abr 2026, 11:00 - atualizado em 10 abr 2026, 11:00
Vale VALE3
(Imagem: Reuters)

A Vale (VALE3) ganhou uma revisão positiva do Banco do Brasil, que elevou o preço-alvo das ações para R$ 89,00 em 2026, ante R$ 75,00 anteriormente, após incorporar os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), novas estimativas da companhia e premissas atualizadas para commodities.

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Apesar da alta relevante no valuation, o BB BI manteve recomendação neutra para os papéis, indicando que parte do cenário mais construtivo já pode estar refletida nos preços atuais.

A revisão do modelo considerou mudanças nas projeções operacionais e macroeconômicas, especialmente ligadas ao comportamento do minério de ferro, principal driver da tese.

No campo de retorno ao acionista, a Vale segue como destaque. Entre janeiro e março de 2026, a mineradora distribuiu US$ 2,8 bilhões em proventos, o equivalente a R$ 3,58 por ação, incluindo dividendos ordinários referentes ao segundo semestre de 2025 e US$ 1 bilhão em dividendos extraordinários.

“A forte geração de caixa segue sustentando a distribuição de proventos, inclusive extraordinários”, aponta o relatório.

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Para 2026, a expectativa dos analistas é de continuidade de fluxo de caixa positivo, com espaço adicional para remuneração ao acionista — seja por dividendos extraordinários ou recompras de ações — condicionado à evolução da dívida líquida expandida.

Segundo o banco, a probabilidade de distribuições adicionais aumenta à medida que esse indicador recua para níveis abaixo de US$ 15 bilhões, centro da meta da companhia. Ao fim de 2025, a dívida líquida expandida estava em US$ 15,6 bilhões.

Assim, embora o BB reconheça a solidez operacional e financeira da Vale, a manutenção da recomendação neutra reflete uma visão mais equilibrada entre potencial de valorização e riscos ligados ao cenário de commodities, especialmente a volatilidade do minério de ferro.

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Editor
Jornalista formado pela Unesp, tem passagens pelo InfoMoney, CNN Brasil e Veja. Pautas para vitor.azevedo@moneytimes.com.br
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