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Vale (VALE3): Com China mais fraca, o que esperar da mineradora?

19 maio 2026, 12:53 - atualizado em 19 maio 2026, 12:53
vale vale3 day trade
(Imagem: Reuters)

A Vale (VALE3) segue como a principal preferência do Bradesco BBI no setor de mineração e siderurgia, mesmo após a queda recente do minério de ferro em meio à piora dos dados econômicos da China.

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O minério de ferro recuou US$ 4 na semana, para US$ 108 por tonelada, pressionado principalmente pela frustração com os indicadores chineses de abril. Após um começo de ano mais forte, o investimento em ativos fixos entrou em contração na comparação anual, enquanto as vendas no varejo tiveram o pior desempenho desde dezembro de 2022. Já a produção industrial desacelerou para o menor ritmo de crescimento anual desde agosto de 2023.

Apesar desse cenário de curto prazo mais desafiador, o Bradesco BBI avalia que os fundamentos do setor continuam oferecendo sustentação relevante para os preços do minério de ferro. A casa destaca que a utilização dos altos-fornos na China permaneceu próxima de 90%, enquanto a parcela de usinas lucrativas avançou para 64%.

Além disso, os estoques de aço e minério de ferro ao longo da cadeia seguiram em queda. Nos portos chineses, os estoques da commodity recuaram pela sexta semana consecutiva, para 160,3 milhões de toneladas.

Vale é favorecida por minério de ferro de maior qualidade

Na visão do Bradesco BBI, o atual ambiente continua favorecendo produtoras expostas ao minério de maior qualidade, caso da Vale. O banco afirma que a combinação entre elevada utilização das usinas, estoques enxutos e melhora na rentabilidade das siderúrgicas sustenta a demanda pelo produto premium.

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O Bradesco BBI também ressalta que o avanço recente nos preços de carvão, frete e margens das siderúrgicas tende a ampliar os prêmios por qualidade nas próximas semanas, beneficiando empresas com portfólio mais concentrado em minério de maior teor.

Enquanto isso, o cenário para as siderúrgicas domésticas segue mais desafiador, segundo o Bradesco BBI. Embora os preços do aço no Brasil tenham permanecido estáveis na semana, as companhias continuam tentando repassar a alta dos custos energéticos e lidam com menor disponibilidade de aço importado.

Para o banco, boa parte da melhora operacional recente das siderúrgicas brasileiras já está refletida nos preços das ações.

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Editor
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
Jornalista formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com MBA em finanças. Colaborou com revista Veja, Estadão, entre outros.
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