Destaques da Bolsa

Vale (VALE3) fica de fora do ‘trade Flávio’ e cai mesmo com disparada do Ibovespa; o que aconteceu?

05 out 2026, 18:44
Vale queda vale3
(Montagem: Money Times)

As ações da Vale (VALE3) figuraram entre as únicas sete quedas dos 76 papéis listados no Ibovespa (IBOV) nesta segunda-feira (5).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

VALE3 encerrou o pregão com baixa de 0,90%, a R$ 71,45, após cair mais de 3% durante o pregão. Já o IBOV a terminou as negociações com alta de 7,70%, aos 206.911,89 pontos, no maior nível desde 14 de abril e na maior alta diária desde março de 2020.



Apesar de deter cerca de 8% de participação do índice, as ações da Vale foram impactadas pelo minério de ferro, que segue sem a referência de Dalian por conta do feriado da Semana Dourada (Golden Week) na China, até quarta-feira (7). Há ainda a pressão dos custos de frete no radar.

A forte desvalorização do dólar frente ao real, com o efeito ‘Flávio Bolsonaro’, também pesou sobre os papéis VALE3. A divisa norte-americana terminou o pregão desta segunda-feira a R$ 5,0018 no mercado à vista, com queda de 4,12%.

Para o Citi, a Vale, assim como outras companhias do setor de mineração que possuem maior exposição líquida ao dólar, um real mais fraco seria negativo do ponto de vista microeconômico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A mesma visão é compartilhada por Marcos Praça, diretor de análises da ZERO Markets Brasil.

“A valorização do real reduz, em dólares, a receita obtida no exterior pela companhia e fez com que a Vale ficasse praticamente de fora do rali observado nos ativos domésticos”, afirmou o especialista.

Contudo, os analistas do Citi ainda acreditam que Vale pode se beneficiar dos fluxos para ações em uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno, dada sua elevada liquidez e participação relevante no Ibovespa.

“Isso potencialmente pode fazer ela ser uma das primeiras empresas a se beneficiar de um aumento dos fluxos, apesar de seu perfil de resultados mais dolarizado”, afirmaram Gabriel Barra, Pedro Gama e Pedro Ferreira de Mello, do Citi.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Compartilhar

WhatsAppTwitterLinkedinFacebookTelegram
Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies.

Fechar