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Vale (VALE3): IPO da unidade de metais básicos deve acontecer? O que o CEO Gustavo Pimenta disse a analistas

21 set 2026, 10:55
Gustavo Pimenta vale
Gustavo Pimenta, CEO da Vale (Imagem: Linkedin)

No início de setembro, a Vale (VALE3) esclareceu ao mercdo que não há decisão sobre uma eventual oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) envolvendo a unidade de metais básicos, a Vale Base Metals (VBM), ou qualquer outra transação específica relacionada à estrutura de capital da unidade de metais básicos. O adiamento de um potencial IPO havia sido noticiado por um jornal canadense.

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A operação, por sua vez, voltou à pauta na rodada de conversas entre o presidente da mineradora (CEO), Gustavo Pimenta, e analistas de grandes bancos brasileiros realizada na semana passada. Por enquanto, o IPO da VBM segue “apenas ” com uma opção no longo prazo.

Segundo BTG Pactual, a gestão segue satisfeita com o desempenho da divisão e vê a separação como um movimento estratégico bem-sucedido.

“A Vale vê um IPO como apenas uma de várias alternativas potenciais de financiamento e não acredita que uma listagem, por si só, destravaria necessariamente uma expansão de múltiplos”, destacaram os analistas Leonardo Correia, Marcel Zambello, Marcelo Arazi e Rodrigo Gotardo.

Sendo assim, a VBM pode financiar seu crescimento de forma orgânica, com a maior parte da carteira de projetos concentrada no Brasil, particularmente em Carajás, onde há sinergias significativas com o negócio de minério de ferro.

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“A execução continua sendo a prioridade, enquanto o crescimento da VBM pode ser financiado sem adicionar pressão à estrutura de capital do grupo”, afirmaram os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, da XP, em relatório.

Produção da VBM

Os analistas do Itaú BBA destacaram que, segundo a administração, a produção de cobre pela VBM deve aumentar de 380 mil toneladas por ano para aproximadamente 500 mil toneladas por ano, até 2030, e 700 mil toneladas por ano, até 2035.

O Projeto Bacaba e CPF (Coarse Particle Flotation), que receberam aprovação final para investimento, estão em construção. Alemão poderia iniciar a construção em 2027 ou 2028, adicionando 15 a 20 mil toneladas por ano até 2030 e outras aproximadamente 65 mil toneladas por ano entre 2030 e 2035.

O Southern Hub (118 e Cristalino) e Paulo Afonso viriam na sequência, todos aproveitando a infraestrutura existente e apresentando risco de execução relativamente baixo.

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Hu’u continua sendo um projeto de prazo mais longo, para o qual a Vale está considerando um parceiro estratégico por sua expertise, e não por capital.

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Repórter
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.
Jornalista formada pela PUC-SP, com especialização em Finanças e Economia pela FGV. É repórter de Mercados no Money Times e já passou pela redação do Seu Dinheiro e setor de análise política da XP Investimentos.

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